
Revisitar lugares magníficos em
Minas Gerais e rever a arte barroca nunca é demais. Com esse propósito, aproveitamos a oportunidade de conhecer o novo museu, dirigimo-nos novamente a
Congonhasdo Campo. A iniciativa das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas é importante para preservar a memória do país, um patrimônio cultural mundial que é o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Um dos principais objetivos é manter estudos sobre a preservação de monumentos em pedra.

Faz parte do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: a Basílica, escadaria com esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas representando a Via Sacra, com 64 esculturas em cedro em tamanho natural. As obras de arte são de Aleijadinho e do pintor Manoel da Costa Athaíde . O paisagismo é de Burle Marx.

A edificação do museu fica perto do santuário e ocupa uma área de quase 3.500 m². O projeto é construído do arquiteto Gustavo Penna. São três andares com sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

O museu propícia grande interação e conhecimento sobre este patrimônio de forma lúdica e é possível até fazer uma visita virtual pela cidade.

Há, ainda, a sala de Milagres, com a exposição de 89 ex-votos (objetos oferecidos em agradecimento a graças alcançadas) pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI.
A exposição permanente traz as manifestações de fé de todos os tempos e expõe a devoção presente nas obras de arte que compõem o ambiente do santuário, a romaria e os ex-votos e, como não poderia deixar de ser, o trabalho de Aleijadinho.
Há ainda uma biblioteca com títulos raros sobre o barroco, a arte e a fé.

A
sempre presente discussão sobre a remoção dos profetas para um lugar protegido
também está em voga, mas, não há uma decisão sobre isso. Assim, permanece a
importância de intensificar a prevenção e conservação dos monumentos já que os
mesmos ficam ao ar livre e estão expostos e vulneráveis a problemas com fungos,
bactérias e vandalismo.

A exposição temporária era sobre Burle Marx, com, para minha surpresa, quadros pintados por ele e uma escultura. Não sabia que ele se dedicou às artes plásticas também. Há, inclusive, um autorretrato e outro retrato dele pintado por Guignard.
Localização:
Congonhas do Campo pertence à Estrada Real e fica a 78 Km da Capital mineira, Belo Horizonte. De BH a Congonhas basta seguir pela BR040, sentido Rio de Janeiro.
Visitei e recomendo:
Museu de Congonhas
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*Texto e fotos: Karina Motta