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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pôr do sol em Icoaraci/PA

Costumo dizer que sou especialista em igrejas do Rosário. Sempre que visito um lugar, entro na igreja do Rosário da cidade para conhecer. A exuberância delas está na simplicidade e é isso que me cativa. Porém, ultimamente, tornei-me perita em pôr do sol também. Já presenciei muitas dessas manifestações da natureza, mas, com certeza, um dos mais bonitos foi o de Icoaraci.



 
 
 
Cerca de 15 km separam esse distrito da capital paraense Belém. Vale a pena visitar e contemplar essa maravilha de pôr de sol. Tudo é bem propício. Várias barracas vendem água de côco na orla e disponibilizam cadeiras para que o turista possa curtir essa preciosidade de pernas para o ar literalmente. É realmente convidativo e lindo.
 


Conseguimos conhecer um pouco da cidade também:





  
Outro destaque da localidade é o artesanato em cerâmica. Há vasos de todos os tamanhos e ricos em detalhes com traçados indígenas. Você se perde em meio a tamanha beleza natural e artesanal de Icoaraci. Indo a Belém, não deixe de conhecer!


Localização:

Icoaraci fica a apenas 13 km de Belém, capital do Pará.

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                                                          *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

No mercado, muito mais do que Ver o Peso

Ahhhh... o Mercado Ver o Peso. Simplesmente magnífico! Nele, várias barracas servem os peixes com farinhas variadas e coloridas com o famoso açaí, que como a maioria sabe, no Pará, o açaí não é servido como no sul do Brasil. Ele sempre acompanha pratos salgados e não granola mel e banana como no sudeste.
 





Eu tinha a impres-são de que, chegando ao mercado Ver o Peso, encontraria uma edificação toda fechada, mas, apenas o mercado do peixe é assim. O Ver o Peso tem pilastras para sustentar o teto e, só no momento em que pisei lá e ao ver como tudo era construído, consegui entender porque o mercado é a maior feira livre da América Latina.

É possível encontrar de tudo lá. Nuances de cores, cheiros e sabores se misturam, dando ao mercado um requinte e uma beleza inexplicáveis. Ver o peso das mercadorias é apenas um detalhe... Lembrancinhas, frutas das mais variadas, remédios naturais, verduras e legumes, cremes, óleos, ervas, camarões de todos os tamanhos e preparados para atrair amor, dinheiro, saúde... ai que saudade de tudo isso!

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           *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Culinária inigualável e variada no Pará


Mangal das Garças
Sucos, sorvetes, bombons e cremes de frutas desconhecidas pela maioria, mas muito saborosas. Farinhas de diversas texturas e cores. Peixes deliciosos, castanha, açaí, cupuaçu, tucupi, tacacá, tapioca, maniçoba (a feijoada do Pará)... Vou parando por aqui, senão a lista ficará imensa! Porém, não posso terminar minha enumeração sem comentar sobre o jambu, uma verdura deliciosa e que deixa a sensação de uma leve anestesia na boca. É obrigatório experimentar! Confesso que fiquei feito boba ao experimentar o tacacá, esperando a dormência na língua e não é que ela veio? Foi uma experiência divertida, além de muito gostosa. Tudo isso atrai e dá água na boca.

Ótimos restaurantes estão à disposição para que se possa degustar as comidas típicas de Belém. Há, ainda, a possibilidade de harmonizar a degustação das iguarias da Amazônia com a contemplação de lugares maravilhosos como é o caso do Mangal das Garças, a Estação das Docas, o Parque da Residência e, claro, o Mercado Ver o Peso.

Estação das Docas
A comida regional é um dos pontos fortes da Estação das Docas. Reúne bons restaurantes, que servem os pratos típicos da região. Esse espaço de lazer, artesanato, cultura e turismo faz com que o turista o visite mais de uma vez em sua estadia na cidade. Destaque para os sorvetes. É tanta variedade de sabores e cores, que o turista se perde com tanta oferta. E ainda pode experimentar todos, mas o difícil é escolher o mais gostoso. É tudo ótimo! Além disso, é de lá que partem as barcas para passeios turísticos e também onde chegam os barcos na época do Círio de Nazaré. A Estação fica às margens da Baía do Guajará. Era onde funcionava o antigo porto de Belém. Imperdível conhecer esse ponto turístico. Para mim foi ainda mais especial, pois foi de dentro das Docas que vi a primeira chuva do final do dia. Pensei que fosse lenda, mas realmente todos os dias chove na cidade, porém, é muito rápido e o mais impressionante para os que não estão acostumados é que o calor não diminui. A Estação das Docas, com certeza, conquistou um lugar especial em meu coração!


Ao passear pelas Docas, meu marido comentava que o chef Claude Trosgrois visitava tantos lugares para mostrar a culinária específica de cada um deles, que deveria conhecer Belém logo e, para nossa surpresa, perto da sorveteria imagina quem estava gravando o programa? Exatamente! O próprio Claude! Achamos incrível coincidência e, claro, meu marido quis tirar uma foto com ele e ainda se gabar de ter feito uma receita dele para mim! Realmente, uma simpatia em pessoa não só nas câmeras. Adorei o encontro!

Parque da Residência
Charme, cultura, linda paisagem, arquitetura e muita história se misturam no belo Parque da Residência. À bordo de um vagão de trem, pertencente à locomotiva da antiga estrada de ferro Belém-Bragança, o turista pode saborear os deliciosos sorvetes. Há também um restaurante, que serve pratos típicos da região.

Como um todo, o parque é maravilhoso. Desde 1934 foi a residência oficial dos governadores do estado do Pará. Antes desse período, também serviu de casa para outros dois governadores de 1913 a 1921. Muitos eventos são realizados neste maravilhoso espaço. O teatro, por exemplo, tem capacidade para 400 pessoas. É possível visitar ainda um orquidário, contemplar os jardins e pássaros. Tem coreto, palacete, estátuas, luminárias imponentes... tudo isso torna o Parque da Residência um local maravilhoso.
Processamento do açaí

Com relação ao açaí, tive a oportunidade de conhecer todo o processo de extração da polpa e armazenamento do fruto até chegar ao ponto de estar próprio para consumo ou mesmo ser vendido para o sul do Brasil. É muito interressante! Primeiro, a fruta passa por uma máquina para que a polpa seja retirada com a ajuda de água. Depois, passa por uma peneira e é colocado em bacias de aço para, em seguida, ser ensacado. A polpa é bem densa e não diluída como estamos acostumados a consumir no sudeste.

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