Pesquisar este blog

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Arquitetura, história e cultura caminham juntas em Sabará

Casa onde Aleijadinho morou
Antônio Francisco Lisboa, o reconhecido Aleijadinho, morou em Sabará por muito tempo enquanto desenvolvia seu trabalho na região. E se arquitetura, arte e cultura formam uma convergência de valores na cidade, esse artista também soube como ninguém aliar e encantar a todos nessas três áreas. Confirmado documentalmente, sabe-se que são do artista esculturas dos púlpitos, coro, balaustrada e imagens de São Simão Stock e San Juan de La Cruz, na igreja Nossa Senhora do Carmo. Há também a imagem de Santana no Museu do Ouro.
Museu do Ouro

Igreja Nossa Senhora do Carmo
Foi o próprio pároco da igreja do Carmo quem nos indicou com precisão onde encontraríamos o casebre, que deu guarita ao grande mestre das esculturas e hoje é uma propriedade particular. Porém, agora é até mais fácil de encontrar, pois, colocaram no lugar uma placa de identificação.

A atual proprietária, uma senhora muito simpática, saiu à janela quando estávamos fotografando e, em sua simplicidade, disse que podíamos ficar à vontade, mas que ela não entendia o fato de vir gente até do estrangeiro fotografar uma casa tão velha. Sorrimos juntos sabendo que mesmo dizendo aquilo, sua vivência demonstrava que ela sabia o quão representante é a sua casa.

A Casa Borba Gato também mostra onde foi a moradia de uma das pessoas mais importantes da história de Sabará. Porém, há quem diga que o bandeirante nunca morou neste sobrado. Ele foi o fundador da cidade e quem descobriu o ouro na região, fazendo do município um importante núcleo comercial da colônia Portuguesa. Fico encantada ao visitar os locais e imaginar que aquele solo que estou pisando já passaram tantas figuras famosas, foi palco de lutas e história. Chego a me transportar para a época.

E foi exatamente assim que me relembrei da guerra dos Emboabas. A briga pelo ouro em que os paulistas, como Borba Gato, descobriram as lavras e acabaram perdendo o poder sobre as minas para os cariocas. Os paulistas chamavam de emboaba todos os portugueses, cariocas e todos de outras regiões que vinham em busca de ouro. Daí o nome da batalha. Depois da guerra, os paulistas foram considerados pessoas non gratas na região e, até hoje, muitos negam que Borba Gato tenha morado na residência que recebe seu nome.

O centro da cidade é todo tomado por prédios históricos e pode-se conhecer grande parte desse acervo arquitetônico e cultural de uma só vez e a pé. Com arquitetura em estilo inglês, o teatro Municipal é um dos que mais me impressionou. Ele é o segundo mais antigo do Brasil e um dos melhores em acústica. Apenas por curiosidade: o primeiro teatro brasileiro também fica nas Minas Gerais, em Ouro Preto (cidade que você, caro leitor, ainda vai conhecer por meio deste blog). Os imperadores D.Pedro I e D.Pedro II estão entre os visitantes ilustres do local. Claro que não perdi a oportunidade de me sentar no banco que eles ocuparam quando lá estiveram.
Teatro Municipal
Museu do Ouro é um belo e autêntico exemplar da arquitetura colonial do século XVIII. Ao adentrar o local, o visitante tem a sensação exata de como era a vida dos mineiros naqueles tempos, por meio dos utensílios e mobiliário da época.
Além destes, há vários outros casarios históricos, como o Solar Padre Corrêa (onde hoje está instalada a prefeitura municipal), Casa Azul e todo o casario da antiga rua Direita. A lista é extensa e só confirma a tese de que passear por Sabará é ter contato direto com a história, cultura e belezas mil.

Localização:

Sabará fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a 19 km da Capital.

Visitei e recomendo:

Casa onde Aleijadinho morou
Casa Borba Gato
Teatro Municipal de Sabará
Museu do Ouro

Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                                                       *Texto e fotos: Karina Motta

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Minha querida Sabará

Este post é especia-líssimo! Sabará está entre as cidades que mais amo no Brasil e é a mais próxima da Capital mineira, onde moro e, por isso, sempre que posso faço uma visita ao município. Confesso que nem sempre foi assim. Até que um dia montei um roteiro completíssimo para desvendar a magnífica, cultural, histórica e surpreendente Sabará. Não preciso dizer que me apaixonei, né, caro leitor. Neste texto, faço uma descrição geral, mas, tamanho é meu encantamento pela Igrejinha do Ó, por Roças Grandes, pelo teatro entre outros pontos turísticos que desmembrarei os assuntos assim como fiz com Belém do Pará e região.

Teatro Municipal
Ao chegar, um guia mi-rim, morador local, ofere-ceu seus serviços e nos mostrou os arredores do centro. Geralmente, como planejo bem toda viagem que faço não con-trato este tipo de serviço, mas aceitei por achá-lo muito simpático e foi bom, pois, acabou revelando alguns detalhes e curiosidades da cidade que não constam na internet.

Bem, começarei pelas iguarias culinárias já que escrevo este post perto da hora do almoço e essa parte é uma das mais deliciosas da cidade. A tradição da boa comida mineira se alia ao gosto da jabuticaba, fruta em abundância na cidade.

Culinária – Além de linda, a cidade é muito histórica, cultural e gastronômica. Há, inclusive, o festival de jabuticaba todos os anos, com barraquinhas que oferecem produtos variados: bolos, geléias, sorvete, tortas doces e salgadas, sucos, licores, vinhos... São receitas de família. Ao final, um júri especializado escolhe a melhor iguaria do evento e faz a premiação. O turista ainda tem direito a alugar um pé da fruta nos hotéis ou algumas casas dos moradores para deliciar essas pérolas negras.
Na hora do almoço, recomendo o Quintas dos Cristais, um parque ecopedagógico. O lugar é muito aconchegante e lindo, com mata, animais silvestres, cachoeira, música ao vivo, poesia e tem comida mineira de qualidade feita no fogão à lenha. Sempre que sinto vontade de comer ora pró nobis, uma verdura bem típica de Minas Gerais é para lá que me dirijo. Hum deu até água na boca de novo. Preciso voltar em breve!



Localização:

Sabará fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a 19 km da Capital.


Visitei e recomendo:

Restaurante Quintas dos Cristais

Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                                                                 *Texto: Karina Motta

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Búzios é um elegante paraíso

O requinte é mesmo a marca registrada da Armação de Búzios, que mereceu até a visita da atriz Brigitte Bardot nos anos 1960. A agitação também faz parte do currículo da cidade, com elegantes restaurantes, pousadas, bares e boates. Algo que não fica para trás nesse conjunto de atrações é a paisagem, totalmente composta pela mata Atlântica. Tudo é muito lindo!

Bardot ganhou até uma estátua em sua homenagem e a orla recebeu seu nome na praia da Armação. Aliás, há praias para todos os gostos na cidade, mas preferi curtir a Azedinha e seu mar tranquilo, que não dava vontade de sair da água. O tom verde da água também relaxa. É tudo muito bom!

Há ainda passeios de barco para que o turista possa conhecer as ilhas, oportunidade em que é possível conferir a variedade da fauna marinha da região.

 Localização:
182 km do Rio de Janeiro

Visitei e recomendo:

Praia Azedinha

Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                                                        *Texto: Karina Motta

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cabo Frio faz parte do meu imaginário infantil

Até os 15 anos de idade, minha família passava todas as férias em Cabo Frio. Meu irmão caçula foi para lá pela primeira vez ainda na barriga da minha mãe. E, ainda, sem falar que sempre tinha as companhias de minhas amadas tia, avó e do meu pai, que não estão mais comigo. Por isso, fica fácil perceber o quão marcante e influente é essa cidade para mim.

Muitas experiências vividas e repetidas anualmente: pescaria, passeio de barco, pular onda, mergulhar, fazer castelinho na areia, nadar, catar conchinhas (quando esse ato era brincadeira de criança e não anti-ecológico), escorregar nas dunas, andar de trenzinho, feira de artesanato, milho verde, picolé, bolinho de camarão, ver os pescadores trazendo peixes e comprá-los fresquinhos, a areia branquinha, o mar azulzinho e também andar pelas ruas como se estivesse em minha cidade natal, conhecendo a maioria dos moradores e comerciantes locais... Quanta saudade para ser relembrada!

Uma das coisas que guardo na lembrança era de sempre encontrar por lá visitante tão presente quanto eu: um pinguim. Adorava revê-lo. Apenas fui reencontrar outro em praia anos depois em Florianópolis.

As águas límpidas e areia alva são o símbolo de Cabo Frio. Destaco a das Conchas, das Dunas, do Peró e a mais famosa de todas: a do Forte. O mar é apenas um pouco frio além da conta, mas, os outros atrativos naturais da praia tornam esse detalhe pequeno e, como boa mineira que sou, o importante era banhar-me em águas salgadas. A temperatura é apenas um detalhe.

Outra coisa que me chama bastante atenção em Cabo Frio é a produção do sal. Ao chegarmos na cidade, já avistamos o trabalho. Médicos e nutricionistas assim como a minha mãe sempre vão me criticar, mas eu adoro sal e pimenta. Na minha opinião, eles temperam e dão mais sabor aos alimentos e, especificamente, em Cabo Frio, é mais uma particularidade que vive em minha memória.

A moda praia tem endereço certo. Fica na rua dos biquínis, onde se encontra diversas lojas que comercializam itens ligados a esse segmento de mercado. Para se ter uma ideia de como a oferta dos produtos chama a atenção, saiba que o Guiness Book já colocou a rua como a maior rede de moda praia da América Latina.

A tradicional feira de artesanato do Canal do Itajuru também me traz boas recordações. Em todas as minhas idas à cidade, minha tia comprava inúmeras lembrancinhas para eu e minha irmã presentearmos nossas professoras. Lembro-me das peças em madeira talhada em que o artesão grava o nome do homenageado na  e sem falar das bijuterias e itens feitos com conchinhas.

O Forte São Mateus é um capítulo à parte. Fico me punindo por não ter nenhuma foto dele em minha casa. Porém, por estar em minha memória, sonho constantemente que estou lá. Fotografias não tenho, mas ele está presente o tempo todo em meus pensamentos. São inesquecíveis a paisagem ao redor e seus grandes canhões.

E como não poderia deixar de ser, outro ponto que guardo com imenso carinho é o convento Nossa Senhora dos Anjos, que tem uma igreja do século XVII e se destaca como representante da arquitetura colonial na cidade.
Ao visitar Cabo Frio, é possível ainda conhecer duas outras localidades muito próximas e tão encantadoras quanto a cidade em que passei bons momentos  na minha infância. São elas: Arraial do Cabo, que fica a 14 km de Cabo Frio e Búzios, há  quase 25 km de Cabo Frio. O acesso é bem fácil tanto de carro como de ônibus, com horários regulares de partida. Mas deixarei para detalhar esta última maravilha em outro post, que será publicado em breve aqui no Blog Viagens pelo Brasil.

Localização:

Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Cabo Frio fica a 163 km da capital carioca e  Arraial do Cabo, a 14 km de Cabo Frio.

  
Visitei e recomendo:

Praias das Conchas, das Dunas, do Peró e do Forte
Forte São Mateus
Canal do Itajuru
Feira de Artesanato
Rua dos Biquínis
Convento Nossa Senhora dos Anjos
Praias de Arraial do Cabo

Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                                               *Texto: Karina Motta

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paraíso das águas quentes

Em Caldas Novas, senti que estava no lugar perfeito para mim, pois adoro águas quentes e, com temperaturas variando de 20 a 60º, eu me senti muito bem. Aliás, o município é considerado como a maior estância hidrotermal do mundo. Isso sem falar que as propriedades terapêuticas das águas da cidade são inúmeras!


Pausa para conhecer a cachaçaria Vale das Águas Quentes

A cidade é referência no centro-oeste como o maior receptor de turistas da região. E, para conhecer os principais pontos turísticos da cidade de forma diferente, há um trenzinho. Tem feira livre, a cachaçaria Vale das Águas Quentes, a igreja Matriz e a praça Dom Orlando.

É impossível deixar de experimentar as pamonhas - com recheios doces e salgados-, o pequi e o sorvete quente. Isso mesmo, caro leitor, você não entendeu errado. Lá não é só a água que é quente. O sorvete também e é uma delícia! E o peixe na telha... hum... Algo que me surpreendeu agradavelmente foi experimentar o doce de jiló. É divino, assemelhando-se em muito ao doce de figo cristalizado.

A infraestrutura hoteleira é excelente, com opções para todos os gostos e bolsos. Fiquei hospedada no Sesc, que possui a maior área verde dentro da cidade, onde você encontra diversas espécies da flora, muitas árvores frutíferas, uma capela ecumênica, lagoa, muitos pássaros, toboágua e, claro, as piscinas com água quentinha, quentinha. Opções de lazer é que não faltam lá dentro, com vários prédios que imitam pontos turísticos famosos no mundo como o Taj Mahal, além de concha acústica, barco do rio São Francisco e um maravilhoso passeio de maria fumaça. Passar um dia lá também é excelente forma de conhecer o local.

Passeio obrigatório é ir ao Hot Park, que fica há 30 km de Caldas Novas. Foi o primeiro resort que visitei no Brasil. No mundo, é considerado o único com água quente. O espaço é enorme e tem inúmeras opções de lazer, mas a maioria é de esportes radicais. Fiquei só no rio lento, bar molhado e no escorregador gigante, porém, para quem gosta de adrenalina, é um prato cheio.

O balde chama a atenção da criançada e o grande escorregador me atraiu no Hot Park

O espaço em que fica o Poço do Ovo é bem convidativo
Outro atrativo interessante está no Poço do Ovo. A água dele possui a temperatura mais alta da cidade, chegando a quase 60 graus. Ele fica na Lagoa de Pirapitinga, que também tem inúmeras possibilidades de diversão, além da curiosidade de poder chegar perto do poço.

Um local muito bonito para ser visitado é o Jardim Japonês, que é exuberante e mistura vários elementos da natureza.

Visitei e recomendo:
Igreja Matriz
Feira livre
Praça Dom Orlando
Sesc/Caldas Novas
Hot Park
Lagoa de Pirapetinga
Jardim Japonês

Localização:
Região Sul do estado de Goiás. Distância de Goiânia: 168 km e Brasília: 380 km


Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                             *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

terça-feira, 10 de julho de 2012

Diamantina é o cenário perfeito


Várias séries, novelas e filmes foram gravados na cidade de Diamantina/MG. Apenas para citar alguns: as minisséries A Cura – Globo, Rei Davi – da Record; as novelas A Padroeira e Irmãos Coragem – da Globo, os filmes A Dança dos Bonecos - de Helvécio Ratton e Chica da Silva – de Cacá Diegues. Este município tem turismo para todos os gostos, com belas cachoeiras, grutas, arquitetura colonial, igrejas barrocas, muita música e carnaval, por isso, não é à toa que virou o cenário preferido para gravações. A cultura está mesmo incrustada em cada esquina ou beco da cidade.
Casa de Chica da Silva

Com todo este panorama, nada mais natural do que a cidade também ser palco da vida de personalidades como Juscelino Kubitschek e Chica da Silva (a escrava que virou lenda por sua forte personalidade). Toda a história de vida pode ser conferida nas e casas onde eles moraram. Outro museu a ser visitado é o do Diamante, que possui um rico acervo de equipamentos de extração do mineral, arte sacra e mobiliário e utensílios de época.


Na chegada à cidade, percebe-se o tom acobreado das folhas de árvores e flores típicas da região, demonstrando ao turista a paisagem do cerrado. Uma exuberante paisagem pode ser encontrada, ainda, por quem segue o caminho de pedra construído pelos escravos. Já na arquitetura bem conservada, o que surpreende é a imensidão de detalhes. Conta-se que a do Mercado Municipal serviu de inspiração a Oscar Niemeyer para a fachada do Palácio do Planalto, em Brasília. Aliás, no mercado, é realizada a feira de artesanato e comidas típicas todo sábado. Porém, a marca registrada da arquitetura diamantinense e cartão postal da cidade é a Casa da Glória. São duas casas construídas em épocas diferentes, sendo que cada uma fica de um lado da rua. Elas são ligadas por um passadiço, que, na época das irmãs vicentinas, teve a função de evitar que as internas fossem alvo dos olhares dos rapazes, pois, para atravessar a rua, elas passavam por ele.
Casa da Glória é o principal cartão-postal de Diamantina

Caminho dos Escravos liga Diamantina ao distrito de Mendanha e é por onde os tropeiros  passavam
Mercado velho





Igreja N. S. do Carmo
As inúmeras igrejas são lindas. Cada uma possui história e riqueza como em toda a cidade. Nelas, encontram-se obras de Aleijadinho, peças em ouro e muitos detalhes. A Nossa Senhora do Carmo, por exemplo, tem uma peculiaridade: a torre fica na parte de trás. Conta-se que foi uma exigência de Chica da Silva, pois o badalar do sino a incomodava por ficar muito próximo à casa dela. Na Capela Senhor do Bonfim, o interessante é a torre única na fachada.

A mais antiga delas é a minha venerada Nossa Senhora do Rosário. A parte da frente tem um chafariz e a fachada é em rococó. O barroco é encontrado no prédio da São Francisco, mas esta igreja mistura ainda os estilos neoclássicos e rococó. O gótico pode ser encontrado na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, que também possui impressionantes vitrais franceses. Já a diferença da igreja Nossa Senhora das Mercês é que ela tem os púlpitos como se fossem camarotes, dando a sensação de estar em um teatro.

Vila de Biribiri – A vila foi construída para abrigar os operários de uma antiga fábrica de tecidos, que está desativada. Apenas duas famílias moram lá ainda, mas, na alta temporada e em finais de semana, as casinhas são alugadas para os turistas. Porém, até chegar à Biribiri, surpreenda-se com limpidez das águas da cachoeira dos Cristais. Ela pode ser comparada ao brilho dos diamantes que deram nome à cidade. Se Diamantina é famosa por suas riquezas minerais, tenha a certeza de que suas preciosidades não param por aí. Há ainda o ecoturismo e o artesanato com as bonecas de cerâmica do Vale do Jequitinhonha, anjos feitos com as flores sempre-viva, tapetes arraiolo. E para completar só mesmo saboreando um delicioso frango ao molho pardo. Hummmm... minha boca enche d'água só de lembrar...

Vesperata – Uma das expressões culturais mais marcantes de Diamantina é a música. Desde as serestas que tanto agradavam JK à já consagrada Vesperata. Este é um evento que reúne multidões na rua da Quitanda para assistirem aos músicos das bandas locais se apresentando das sacadas dos casarões. Meu primeiro propósito ao visitar a cidade foi o de conhecer essa encantadora maravilha. É lindo! E que tal assistir a um concerto dentro de uma gruta? Pois, não se assuste. Diamantina te oferece essa experiência única. Por si só a gruta do Salitre impressiona e realmente emociona ao ser embalada pelo som de instrumentos musicais. Aos domingos, é a vez de todos se encontrarem no Café do Beco, que tem apresentações musicais e muito artesanato.


Desde 2002, Diamantina é considerada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. Bem, diante de tanta opulência histórica, cultural e natural só mesmo visitando a cidade para surpreender-se com sua suntuosidade. Fica aí o convite!


Visitei e recomendo:

Vesperata
Casa de Chica da Silva
Casa da Glória
Casa de JK
Beco do Motta
Gruta do Salitre
Igrejas
Vila de Biribiri e cachoeiras dos Cristais e Sentinela
Café do Beco


Localização:
Está a 292 km de Belo Horizonte, na região do Jequitinhonha (Norte de Minas Gerais).

Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


                                                                   *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

terça-feira, 6 de março de 2012

Simplicidade e praia são as marcas de São Francisco do Itabapoana


Se você quer curtir uma praia que tenha água quentinha para o banho, mar tranquilo e preços acessíveis para o pacote e consumo nos quiosques, não deixe de conhecer São Francisco de Itabapoana, que fica no estado do Rio de Janeiro. Estive duas vezes lá e gostei da diversão saudável e barata. Hospedei-me no hotel tio Martins, que tem acomodações simples, porém, tudo é muito aconchegante. Você se sente em casa. E o que é melhor: basta atravessar a rua e você já está na areia da praia.

“Tenho uma hóspede que já veio a São Francisco várias vezes. Ela sempre me disse que viaja muito, hospeda-se em diversos hotéis, mas nunca conheceu o dono de nenhum deles. Mesmo simples, a convivência com o dono do estabelecimento em toda a estadia é um diferencial marcante para quem nos visita”, explica Miguel Martins, o tio Martins.

Para deixar o hóspede ainda mais à vontade, o hotel oferece música ao vivo e promove bingos para entreter os visitantes da pacata praia do Sonho à noite. “Antigamente, eu fazia uma brincadeira de esconder as chaves do hotel e pedir para os hóspedes procurá-las. Quem achava, recebia um prêmio simbólico. Meu objetivo era fazer com que as pessoas conhecessem o hotel, prestassem atenção em detalhes, que, se não fosse a brincadeira, passariam despercebidos. Era uma farra!”, conta tio Martins, empolgado.

Nove praias estão espalhadas ao longo dos 60 km de mar. Encontra-se de tudo: tranquilidade, movimento, pescadores, artesanato... A escolha de qual delas quer freqüentar, depende do seu espírito.

A praia do Sonho é um ótimo lugar para recarregar as energias. A calmaria só é quebrada quando alguns visitantes (como em qualquer praia) teimam em fazer competição de som, com músicas que, às vezes, você não quer escutar naquele momento.

O point da cidade é a praia de Santa Clara. Muito frequentada, nela, o turista tem acesso a artesanato, shows (na alta temporada), comércio, hotéis e pousadas.

A região conta ainda com várias casas de veraneio. Quem quer curtir uma praia e degustar camarão e peixes nos quiosques a preços módicos, realmente precisa conhecer São Francisco de Itabapoana.

Visitei e recomendo:

Praias do Sonho e Santa Clara

Localização:

São Francisco de Itabapoana fica no Rio de Janeiro, divisa com o Espírito Santo. A cidade dista  324 km da capital carioca e 70 km de Marataízes, no litoral capixaba.  


Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil

*Texto e crédito das fotos: Karina Motta