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domingo, 20 de maio de 2018

Igrejas do Rosário que o BLOG VIAGENS PELO BRASIL conhece

Não é novidade para o caro leitor do BLOG VIAGENS PELO BRASIL a atração e o deslumbramento que as igrejas do Rosário causam na administradora e gestora de conteúdo desta página, Karina Motta. Claro que a coleção não termina por aqui, mas já dá para reunir as fotografadas até hoje. 

A maioria delas está em Minas Gerais, mas temos exemplares no Pará, Rio de Janeiro e Sergipe. As que mais me chamam atenção são as azul e branco, mas também há com amarelo e em rochas visíveis. Tem, inclusive, uma inacabada e que é referência na cidade. 


Geralmente, as igrejas do Rosário foram construídas para e por negros. Já que os mesmos não podiam assistir às missas nas igrejas frequentadas pelos brancos e ricos. Vamos à nossa coletânea: 

  • Belo Horizonte: a  Capela de Nossa Senhora do Rosário fica entre as ruas dos Tamóios, São Paulo e avenida Amazonas. Como moro na capital mineira, sempre que passo na porta dela  peço a bênção. Quase nunca entro por estar sempre com pressa, mas já assisti missas lá e já refleti em alguns momentos também. A arquitetura simples mistura vários estilos.


  •  Belém/PA: Na capital Paraense, a igreja do Rosário fica no bairro Campina. Segundo o blog Arte Barroca Belém, em 1682, o templo era apenas uma capela de taipa e que, em 1725 começou a construir um novo prédio, projetado pelo arquiteto Landi. A construção levou mais de dois séculos. O estilo é colonial. Ainda segundo o blog, os restos mortais do líder da revolução cabana, Antônio Vinagre estão enterrados no interior dela. Ele contou com a ajuda de escravos para defender seus ideais de liberdade e justiça.
  •  Carmópolis de Minas:  Nesta cidade do centro-oeste mineiro, a 110 km de Belo Horizonte, a capela do Rosário pode ser visita hoje no memorial do Rosário, uma réplica da antiga capela do Rosário, construída em 1875.       

  • Coronel Xavier Chaves: Além de visitar o engenho mais antigo em funcionamento no Brasil, que pertence à família de Tiradentes, o turista não pode deixar de conhecer a igreja do Rosário.    Parece estar estampado em meu rosto a satisfação de viajar, curiosidade e prazer em vivenciar o local que estou conhecendo. Por várias vezes e cidades que conheci, os moradores locais fizeram questão de me abordar para contar uma curiosidade do município, de seus moradores ilustres ou de seus pontos turísticos. E foi isso que aconteceu assim que cheguei a Coronel Xavier Chaves. Eu estava admirando a Igreja Nossa Senhora do Rosário (toda feita de pedra) e me lamentando de ela estar fechada já que eu não poderia conhecê-la por dentro, quando um morador se aproximou de mim e me convidou para conhecer o interior da mesma já que ele guardava as chaves da igrejinha.  O morador nos chamou a atenção para algo que passou despercebido: o jardim tinha a foram de um terço. Ele ainda nos deixou subir até onde o sino fica. Foi maravilhoso! De acordo com ele, o que hoje chama a atenção na igreja - ser feita de pedra - não era visível. Apenas em 1973 o reboco foi retirado, na época da restauração. Muito propício já que o município é conhecido como a cidade das pedras, por possuir vários artesãos que produzem esculturas de pedra. A cidade fica a 179 km da capital mineira.
  • Cocais, distrito de Barão de Cocais/MG: Tão interessante quanto ver de muito perto a arte pré-histórica, com desenhos rupestres dos nossos ancestrais, é conhecer a matriz Nossa Senhora do Rosário. Ela foi construída para que negros e mestiços a frequentassem. Ao seu redor há um chafariz e um cruzeiro. O distrito fica a 80 km de BH.
  • Congonhas do Campo/MG: Na cidade dos profetas do mestre Aleijadinho, a primeira igreja a ser construída foi a do Rosário, sendo a mais antiga. Ela é muito delicada e linda, com detalhes simples no frontispício que encantam. 78 km separam a cidade da capital mineira. 
  • Mariana/MG: A primeira capital de Minas Gerais traz um exemplar de uma linda igreja Nossa Senhora do Rosário. O interior dela impressiona de tanta beleza! As pinturas são de Mestre Ataíde. Fica a 110 km de Belo Horizonte.
  • Milho Verde/MG: Esse distrito do Serro, em Minas Gerais, que fica a 350 km de Belo Horizonte, perto de Diamantina, tem excelentes cachoeiras, mas é a igrejinha do povoado que, pode-se dizer, é a marca registrada do local. O ar bucólico paira justamente pela simplicidade de seu povo, pelas ruas de terra e casas simples. O ponto característico da cidade é a capela de Nossa Senhora do Rosário, construída no século XIX. Dela se tem uma bela vista da serra. Em todas as fotos apresentando Milho Verde ela está presente.
  • Morro Vermelho/MG: A tranquilidade impera no distrito mineiro de Caeté, chamado Morro Vermelho, que  fica a apenas 59 km de Belo Horizonte. Para se ter uma vista deslumbrante de todo o local é só ir até a igreja do Rosário. Lá, a natureza é exuberante! São 59 km que separam a localidade de Belo Horizonte.
  • Ouro Preto/MG: O destaque para a  igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, na histórica
    Ouro Preto, é que ela tem formas arredondadas, mas ela é grande e com detalhes, diferente das igrejas do Rosário de outras cidades, que, geralmente, são mais simples.
    Como manda a tradição, não há muita presença do ouro neste projeto. Em meio a tantas igrejas, há inclusive uma do Rosário dedicada aos brancos. Tradicionalmente, destinada aos negros, a Capela Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou, como também é conhecida, de Padre Faria vai na contramão desta tradição. Este pároco rezou a primeira missa na região. Ao conhecê-la, lembrei-me da Igrejinha do Ó em Sabará, ela surpreende pela simplicidade externa contrastando com o riquíssimo interior. Conta-se que havia uma igreja da irmandade do Rosário que acolhia brancos e negros, mas os negros expulsaram os brancos que formaram outra igreja. O sino e a cruz foram construídos posteriormente. Ouro Preto fica a 98 km de Belo Horizonte.
  • Sabará: Aqui, a igreja do Rosário é inacabada. Toda feita em pedra. Ela fica na principal praça do centro da cidade, a Melo Viana. Ela é referência não só como um dos palcos principais do carnaval de Sabará como é cenário também para as apresentações de teatro durante a Semana Santa. Inclusive, uma das vezes que fui à cidade, os atores estavam ensaiando a peça que seria encenada na Paixão de Cristo. As grandes e robustas pedras chamam a atenção e, como toda igreja do interior, para garantir a água na construção, foi feito um chafariz bem próximo. E esse do Rosário é lindo. 
     
  • Santa Luzia/MG: A data de conclusão da construção da igreja Nossa Senhora do Rosário está inscrita em sua fachada: 1909. A cidade fica a apenas 27 km de Belo Horizonte.
  • São Gonçalo do Bação/MG: A igreja do Rosário é uma construção do século XVIII. Ela é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde o ano de 1955. Da igreja, tem-se uma linda vista.A localidade é um distrito de Itabirito e fica a 70 km de Belo Horizonte.

     
  • São João del-Rei: A capela de Nossa Senhora do Rosário, de 1719, foi uma das primeiras da cidade. Ela foi  reconstruída em 1751. Está na principal rua da cidade, que dista 186 km da capital mineira. No século XX, passou por reforma e recebeu duas torres. O estilo é o rococó. 
  • São Thomé das Letras: Essa igreja do Rosário superou minhas expectativas. Tal qual e tão bonita quanto a de Coronel Xavier Chaves, ela é toda de pedra, seguindo a característica principal da arquitetura local. Contam que ela começou a ser construída pelos escravos no século XVIII, mas a conclusão da obra só se deu em 1995. As pedras foram retiradas das pedreiras locais e empilhadas sem nenhum tipo de rejunte. Em São Thomé das Letras, há misticismo, contato imediato com a natureza e belas paisagens.O município fica a 331 km de Belo Horizonte.
  • Vila Histórica Mambucaba - Angraa igreja da vila é dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Ela está sendo restaurada e entrei nela escondida para fotografar, pois, os restauradores estavam trabalhando de costas, mas, por infelicidade, meu celular estragou bem na hora de tirar a foto e apagou todo. Saí triste,
    pois, o altar já estava pronto. Como sabia que o aparelho estava falhando, levei um carregador portátil. Aproveitamos a praia e, na hora de voltar, já tinha carga, mas a igreja.... Que pena! Estava fechada. Era horário de almoço. Só não fiquei chateada por ter visto antes e apenas não fotografei. Porém, enquanto aguardávamos o transporte que nos levaria de volta ao hotel, os rapazes que trabalhavam voltaram. Abri um sorriso e pedi para entrar e fotografar o altar. Um deles negou de cara. Disse que iria descansar e reabriria em meia hora. Insisti dizendo que seria rápido e
    que já estava indo embora, que não daria tempo de esperar reabrir. Ele disse que tinha ordens para não deixar entrar naquele horário e bateu a porta na minha cara. Nem deu tempo de ficar chateada. Segundos depois ele reabriu e disse: pode entrar! Corri e fotografei! Pedi mil desculpas e saí satisfeita com meu registro! A igreja tem estilo neoclássico e foi construída em 1834. O templo 
    fica de frente para o mar. Amei conhecê-la! 

  • São Cristóvão, a primeira capital do Sergipe: Aqui, a denominação é igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Ela é do século XVIII e simples por dentro e por fora. 23 km separam São Cristóvão de Aracaju, atual capital do Sergipe. 

  • Tiradentes: Nesta linda cidade mineira, o estilo da igreja do Rosário é o barroco. Consta que é a mais antiga da cidade.


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*Texto e crédito das fotos: Karina Motta

domingo, 29 de abril de 2018

Em Itabirito/MG, o distrito de São Gonçalo do Bação

Observação: este é mais um post em que fiz a viagem a mais tempo  mas não tinha feito postagem. Apenas das fotos na fanpage. Fica o registro agora. Pena que o hotel em que fiquei não oferece mais hospedagem.

Visitei a cidade mineira de Itabirito duas vezes e nestas oportunidades, fiquei hospedada em um  hotel fazenda no distrito de São Gonçalo do Bação que, infelizmente, não funciona mais. A natureza foi generosa. Uma pena, pois, por si só, já era uma excelente opção de turismo. Com muitos elementos a serem observados, prainha, passeio a cavalo, pesque e solte,  uma boa adega, comida no fogão a lenha, capela... E o contato permanente com a natureza! 


 

Em uma das vezes, foi no carnaval. Optei por lá, pois, estava recentemente casada e não gosto muito de curtir a festa, mas, meu marido adora. Fiz a barganha com ele: ficaríamos em lugar para descansar e, se ele quisesse, poderia ir ao centro curtir o carnaval, uma das festas referência na cidade de Itabirito.
   






Ao chegar, uma pequena aventura. Erramos o caminho e ficamos perdidos quase em meio à mata e o celular não tinha sinal para nos certificarmos do caminho correto. Voltamos e, ao conseguir sinal, pegamos a orientação correta.
Chegando ao hotel, uma grata surpresa. O dono era um juiz aposentado e ex-professor de Direito na UFMG e que deu aula para meu marido. Foi uma experiência muito enriquecedora, pois, à noite, conversamos muito sobre sua nova fase de vida, contou-nos muito sobre o ciclo do ouro, surgimento das cidades mineiras e como estava se dedicando à preservação do meio ambiente no distrito.


 










A prainha fica dentro do hotel.






O pontilhão por onde passa o trem da Vale era visto no caminho do hotel e da piscina também podia avistá-lo.






O melhor da culinária mineira podia ser degustado direto do fogão a lenha e ainda faziam questão de mandar buscar pastéis de angu (referência da região) recheados com umbigo de banana direto dos principais fornecedores da cidade.

Ao lado, fica o Itavestruz. Lugar na cidade que se dedica à criação do avestruz e o comércio dessa ave e de seus ovos.

Outra grata surpresa na localidade é a igreja do Rosário. Construção do século XVIII. Ela é  tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde o ano de 1955. Da igreja, tem-se uma linda vista.
  

Localização: São Gonçalo do Bação é um distrito de Itabirito, Minas Gerais, localizado a 14 km da sede do município e a 70 km de Belo Horizonte.


Visitei e recomendo: Pontilhão
Itavestruz
Igreja do Rosário
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*Texto e fotos: Karina Motta