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domingo, 7 de agosto de 2016

Riquezas centenárias na Serra do Cipó/MG

Cachoeiras, alambique, lendário morador e contato direto com a natureza é tudo que espera o turista nesta região da Cordilheira do Espinhaço

Variedade de atrações centenárias e naturais, a Serra do Cipó é muito procurada para a construção de sítios e mesmo passeios em feriados e férias. Até 2003, o nome do distrito era Cardeal Mota, ligado ao município de Santana do Riacho e, agora, faz homenagem ao rio Cipó.


Cachoeiras – Dentre as muitas cachoeiras da cidade, uma das mais visitadas é a véu da noiva.  Fácil 55 metros de altura. O poço, de cor esverdeada, possui 20 metros de extensão e 15 de profundidade. Fica a apenas 253 metros de caminhada da portaria. 
acesso, fica dentro do clube da ACM. O turista pode optar por passar o dia no clube, acampar ou mesmo apenas passar algumas horas para se refrescar nas águas frias e conhecer um pouco do local. A queda tem


Há ainda a prainha. Recebeu este nome por ser uma lagoa cercada por uma areia branquinha. Lembra mesmo uma praia.



Trilha dos Escravos – Perto do clube ACM, está a estrada dos escravos, em calçamento de pedras. Era ela que ligava os tropeiros ao Serro e à Diamantina. Ela tem a extensão de 1,5 km. Ao percorrê-la, encontra-se várias nascentes do rio que forma a cachoeira Véu da Noiva e é possível até mesmo chegar ao topo dela.


Juquinha – Ir à Serra do Cipó significa fazer uma visita ao seu lendário morador Juquinha. Ele era um andarilho que vivia na região. Sua figura é tão emblemática que, após sua morte, ele ganhou uma estátua em sua homenagem.


Arquitetura centenária – Dentre os muitos alambiques que fabricam cachaças de qualidade, um se destaca. É que a casa mais antiga da Serra do Cipó fica em um alambique com mais de cem anos, o do Seu João. Além de apreciar a arquitetura o turista ainda tem a oportunidade de ver todo o processo de fabricação da cachaça, além de poder degustá-la direto da bica em que ela é armazenada. Centenária também é a roda dágua ainda em funcionamento, utilizada para moer a cana de açúcar. 
Hospedagem ­– O BLOG VIAGENS PELO BRASIL escolheu um hotel fazenda para se hospedar no cipó. E foi excelente optarmos pelo Lapa Grande. Em clima bem familiar e cheirinho de fazenda, pudemos curtir bastante as cavalgadas, o pomar, o curral, piscinas, as redes nas varandas e ainda mais a cachoeira que fica dentro do hotel.



 




Localização:

A Serra do Cipó pertence à Estrada Real e fica a apenas 100 Km da Capital mineira, Belo Horizonte, na Cordilheira do Espinhaço.


Visitei e Recomendo:
Cachoeira Véu da Noiva
Prainha
Trilha dos Escravos
Juquinha
Alambique do Seu João
Hotel Lapa Grande

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*Texto e Fotos: Karina Motta

domingo, 17 de julho de 2016

Sabores de Minas em Igarapé

Festival gastronômico privilegia a culinária caipira

Um dos maiores prazeres do BLOG VIAGENS PELO BRASIL é conhecer a gastronomia dos diversos lugares que conhece e quando se trata de comida mineira... Hummmm... Melhor ainda. Assim, neste fim de semana, colocamos o pé na estrada para conhecermos o festival de gastronomia Igarapé Bem Temperado.



A cidade de Igarapé fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a apenas 55 km da capital mineira. Por isso, tão pertinho da cidade em que moro, não podia deixar de conhecer e degustar as delícias todas feitas com produtos artesanais e orgânicos, além de fazer parte da produção local, tudo produzido nos quintais e cozinhas de moradores locais.


Palma
O ponto alto dos pratos é a utilização de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Como explica os organizadores do festival, trata-se de “plantas que nascem de forma espontânea, de grande valor nutricional e deliciosas, mas que embora fáceis de encontrar não estão na nossa mesa do dia-a-dia. Uma das características do Igarapé Bem Temperado é apresentar pratos com essas ervas, que são tradição da nossa culinária caipira. Cansanção, Mastruz, Beldroega, Maria Nica, Gondó, Ora-pro-nobis e tantas outras nascem nos quintais das mestras e enriquecem seus pratos de nutrientes e cultura”.

Conheço e adoro a Gondó e o ora-pro-
nobis, mas, confesso que não conhecia a Beldroega e fui atrás de um prato que a utilizasse para experimentar. E encontrei no prato que a cozinheira Cida Ferreira criou para o festival. Era galinha com palmito e cuscuz com beldroegas refogadas.

Depois, aproveitei para experimentar a salada crua da verdura, que compunha o sanduíche do chef Renato Lobato, com o hamburger cansansão: costela, salada de beldroega, conserva de maxixe, barbecue de rapadura e chips de baroa. Este último ingrediente havia acabado quando saboreei meu sanduíche, mas, estava muito bom de qualquer jeito. Sem falar que o pão era feito com ora pro nobis. O chef é consultor de gastronomia da rede globo Minas.


Comi de tudo um pouco e ainda garanti meu jantar, levando dois marmitex para casa. Um deles com taioba, feijão, angu e torresmo, prato da Mestra Ilda Gonçalves e outro bem diferente: um guisadinho de palma com costelinha e angu, receita das cozinheiras Ronilda Antônia Souza e
Joana.


De manhã, degustei um delicioso biscoito de polvilho frito e depois, na hora do almoço, aproveitei para saborear kibes recheados com umbigo de banana e coalhada seca. Também provei e aprovei o guisadinho de cansanção com costela de boi e angu de corte da cozinheira Augusta Aparecida. E ainda experimentei o joelho de porco do hotel Fazenda Igarapés.


Também provei o pastel com massa de mandioca, elaborado pela mestra Maria Silva Maia. O recheio com guisadinho de carne de lata com mastruz e queijo. Maravilhoso! Agora, o prato que mais gostei foi o guisadinho de cansanção com bacalhau servido com creme de batata-baroa, da mestra Elzira Ribeiro. E olha que a baroa não é um dos meus legumes prediletos.   

E ainda teve a costela com angu, feijão e taioba.

O foco é mesmo a culinária caipira e é realizado na Praça Miguel Henriques da Silva, bem no centro da cidade e onde fica a Matriz de Santo Antônio de Igarapé. Os estandes com as mais saborosas receitas estão lá e todos eles comandados pelas mestras cozinheiras. Realmente uma viagem aos sabores caipiras. Uma delícia!

  
  



Também foi montado um espaço com forno e fogão a lenha onde foram apresentadas receitas por chefs e mestras. Haverá participação no festival dos chefs convidados: Flávio Trombino (restaurante Xapuri), Edson Puiati (gastronomia Una), Eduardo Avelar (Territórios Gastronômicos) e Renato Lobato. Assisti à aula de broa de amendoim e biscoito de polvilho, que foram assados na hora em folha de bananeira e colocados para degustação. As receitas foram apresentadas pela mestra Lucília Santos Oliveira com a participação de suas irmãs Luzia e Efigênia, que estavam emocionadas por ter na plateia outra mestra, colega da mãe delas, de 95 anos. Muita tradição envolvida!
Além do visitante se deliciar com os pratos do festival, havia produtos locais à venda para que pudéssemos levar uma lembrança de momentos tão gostosos. Doces de frutas, geleias, doçaria confeitada, trufas, cachaça artesanal, licores entre outros quitutes estavam à disposição. E ainda o livro do festival. Aproveitei para comprar minhas lembrancinhas saborosas! Trouxe doces de abóbora, de limão e de milho verde. Além de pé-de-moleque, pimenta (que sou apaixonada) e cachaça.

  

  


Em sua 12ª edição, O Igarapé Bem Temperado conta ainda com shows, aula de culinária e chefs convidados recheiam o festival. Fui no sábado e pude curtir a apresentação do grupo Copo Lagoinha, de BH, que toca samba de raiz e choro. E, para aproveitar ainda mais, pernoitei na cidade e logo cedo fui acompanhar a apresentação/degustação de receita de biscoitos de polvilho assado no forno a lenha – Mestra Lucília Santos Oliveira. (Com participação de Luzia e Efigênia).
  

Todo ano há uma mestra homenageada, que faz parte de toda a campanha de divulgação e ainda apresenta sua receita e conta suas histórias acompanhada pelo chef Eduardo Avelar na abertura do evento no Espaço Cozinha Show Memória Cultural. Nesta edição, a homenageada é a mestra Altivina Fonseca, com a receita do seu tradicional pé de moleque.

E as crianças não ficam de fora. Sempre há uma oficina de culinária para elas colocarem a mão na massa com a chef Gilmara Campos. É uma diversão só! 

  



Localização:

Igarapé está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e fica a apenas 55 km da capital mineira.





Visitei e recomendo:
Festival Igarapé Bem Temperado
Praça Miguel Henriques da Silva
Matriz de Santo Antônio de Igarapé


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*Texto e Fotos: Karina Motta