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sábado, 13 de janeiro de 2018

City-tour cultural Rio de Janeiro

Ao contrário do que imaginei, o Rio de Janeiro é tranquilo e ter ficado na Barra foi ainda mais calmo. É necessário apenas ter os cuidados que se tem em toda grande cidade e já me disseram também que o único problema é errar o caminho e cair diretamente em uma comunidade. O check-in no hotel estava condicionado às 15 horas e colocamos os pés no Rio de Janeiro às 8 horas. Assim, um guia local foi contratado para aproveitarmos o tempo livre e fazermos um city-tour cultural.
Pena que a ideia inicial seria tomarmos café aos pés do Cristo Redentor e, logo em seguida, subirmos para conhecê-lo. Tivemos que cancelar, pois o tempo estava nublado com chuvas esparsas. Dos dias que ficamos lá também não conseguimos voltar, pois no seguinte estava chovendo e, no último, não tínhamos tempo. Como era réveillon, havia quase três milhões de turistas na cidade e só a subida ao Cristo estava demorando duas horas e nosso check-out seria 11 horas. Não daria tempo. Porém, não me frustrei. Fiquei foi feliz em saber que tenho motivo de sobra para voltar o quanto antes e ainda desmistifiquei a violência da cidade e agora tenho vontade de ir sempre que der.

Sempre sonhava em conhecer o Cristo, Copacabana, os Arcos da Lapa, a escadaria do Selaron (aquela revestida de azulejos coloridos e que liga o largo da Lapa ao bairro de Santa Tereza), o Jardim Botânico, o teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e a confeitaria Colombo, porém, limitei-me a dar o primeiro passo e ficar apenas na Barra, onde eu estava hospedada e aproveitar o city-tour e conhecer ao menos por fora alguns pontos turísticos e entrar em outros. Deixei uma brecha para voltar o mais rápido possível e, aos poucos, conhecer toda a cidade maravilhosa! O primeiro passo foi dado!

Descemos na Lapa e pudemos conferir de perto os arcos. Demos sorte de estar passando um bondinho quando estávamos lá. O bairro é referência na vida noturna carioca com bares para todos os tipos de público.

 
 
Os Arcos da Lapa, com 270 metros de extensão e possui 42 arcos duplos de alvenaria, construídos por índios e escravos no século 18. Eles são antigos Aqueduto da Carioca, construído para distribuir à população as águas das nascentes do rio Carioca. Hoje, a estrutura foi aproveitada para servir de viaduto, com bondes que ligam a Estação da Carioca ao bairro de Santa Teresa.
Sempre que eu pensava no Rio, vinha à mente as escadarias coloridas do Selaron e a Lapa. Depois, soube que as duas têm conexão. A escada foi construída porque a rua é muito íngrime e não daria para dar passagem a veículos. Ela fica no bairro de Santa Teresa e liga este à Lapa. A melhor maneira de se chegar ao Santa Teresa, por exemplo, é pelos arcos da Lapa. Ah! A escada do Selaron! Fiquei feliz por ter registrado minha presença lá.


  

Vimos a Sala Cecília Meireles, um tradicional espaço para concertos.
A igreja Nossa Senhora da Lapa do Desterro. São duas torres, sendo uma inacabada e revestidas por azulejos.

E o Circo Voador, que hoje está instalado no bairro famoso da Lapa.

A praça Mauá foi toda revitalizada.
 

 O porto e o museu do Amanhã são pontos de destaque na praça, que ainda tem uma horta comunitária. Uma iniciativa muito bacana.




Para a copa, colocaram em funcionamento o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que circula no centro. Sempre há um passando.

Há, ainda, o Museu de Arte do Rio (MAR) em que tem um projeto com a instalação com a montagem feita de material reciclado aludindo a um dos morros da capital carioca.





A igreja da Candelária sempre me chamou atenção. Desde sua beleza arquitetônica até a triste realidade acontecida em seu entorno.



E ela realmente impressiona. Mármore, portas em bronze... Tem muitos detalhes artísticos. Influência gótica e neoclássica. Nas duas torres, estão instalados relógios, sendo que um indica as horas e o outro, os dias do mês, da semana e também as fases da lua.








O teto é um capítulo à parte!


 

Infelizmente, ali bem perto, embaixo das marquizes, aconteceu um crime em 1993Mais de 70 crianças e jovens dormiam na área da Candelária quando carros com PMs chegaram e realizaram uma chacina.


A Cinelândia é a região do centro onde fica a a praça mais conhecida da cidade, a Floriano. Bares, restaurantes e cinemas a movimentam.




Passamos também pelo Maracanã. Estádio onde houve o milésimo gol do Pelé. Do lado de fora, há uma estátua em homenagem a Bellini, capitão da copa do mundo de 1958 e que ficou famoso levantando a taça Julles Rimet. Réplica dela está à disposição dos turistas que quiserem tirar uma foto imitando o gesto de Bellini.





E pisamos o pé na passarela do samba, na famosa avenida Marquês da Sapucaí onde é realizado o desfile das escolas de samba durante o carnaval.




O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) é muito bonito. Há uma livraria da Travessa e uma confeitaria Colombo lá, mas, eu queria conhecer mesmo era a original

.





No city-tour, passamos pelo teatro Municipal.

A Biblioteca Nacional estava sendo restaurada.

O Palácio Tiradentes recebeu este nome por ter abrigado, preso, três anos antes de ser enforcado no dia 21 de abril, o Tiradentes. Hoje, abriga a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

Monumento das Olimpíadas 

A Pedra de Voo Livre e a Ponte Estaiada são sempre vistas.

A Catedral Metropolitana de São Sebastião tem uma arquitetura diferenciada, moderna.

Como disse, no dia de nossa partida, tentamos ir ao Cristo e não conseguimos. Então, para não passearmos por conta própria, sem orientação dos lugares, pedimos indicação de um taxista no hotel e ele chamou um rapaz que fica na porta com o carro à disposição dos turistas. Fomos à mais famosa praia do Rio: Copacabana! Também, não podia deixar de dar um olá ao meu conterrâneo Drumond! Avistamos o Pão de Açúcar, que é outro ponto turístco imperdível. São 396 metros acima do nível do mar. Mas nem pensar em ir de bondinho. Consequência: não fui até lá. Apenas o admirei ao longe. 

Vimos o mais luxuoso hotel do Brasil: o Copacabana Palace.
  
Outra de nossas paradas neste dia foi no Mirante do Leblon, com vista ao longe para a comunidade do Vidigal, que foi a primeira a ser pacificada no Rio. Há um totem em que é possível o turista estilizar uma foto e encaminha-la por e-mail.




E, depois, a maravilhosa Lagoa Rodrigo de Freitas. São 9,5 km e é preferida pelos remadores. Inclusive, nas olimpíadas, ela protagonizou a medalha inédita para o Brasil na canoagem com o baiano Isaquias Queiroz. Ciclovia, pista de cooper, playground, quadras esportivas, quiosques com as mais diversas comidas e música à noite compõem o cenário.





 


Localização:
Capital do estado do Rio de Janeiro

Visitei e recomendo: 
Lapa                                                                           Arcos da Lapa
Escada do Selaron                                                     Sala Cecília Meireles
Igreja Nossa Senhora da Lapa do Desterro               Circo Voador
Praça Mauá                                                                Museu do Amanhã
Museu de Arte do Rio (MAR)                                   Igreja da Candelária
Cinelândia                                                                   Maracanã
Passarela do samba - Marquês da Sapucaí                Biblioteca Nacional
Teatro Municipal.                                        Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB)
Palácio Tiradentes                                               Monumento das Olimpíadas
Pedra de Voo Livre                                                    Ponte Estaiada
Catedral Metropolitana de São Sebastião                 Copacabana
Copacabana Palace                                            Pão de Açúcar
Mirante do LeblonLagoa                                    Rodrigo de Freitas


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*Texto e Fotos: Karina Motta