Pesquisar este blog

Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta região metropolitana de belo horizonte. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta região metropolitana de belo horizonte. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Festa da cerveja em Nova Lima/MG



Cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte tem se tornado referência na fabricação de cervejas artesanais. Nova Lima sedia neste fim de semana a Uaiktoberfest. Evento reúne mais de 20 produtores da bebida
                                 

Se a capital das Minas Gerais é conhecida como a dos botecos, nada mais justo que, bem perto de
Belo Horizonte, desenvolvam-se cervejarias para suprir os bares de BH com esta bebida e, ainda, servir para aplacar o calor que anda tomando conta do estado. Assim, Nova Lima, que fica a 23 km da capital mineira, tem se tornado referência no Brasil em fabricação de cerveja artesanal e ocupando importante espaço na área de turismo cervejeiro. A cidade sedia, entre os dias 17 e 19, a Uaiktoberfest, versão mineira da grande festa alemã que ocorre no mês de outubro. Esta já é a quarta edição do evento. A entrada é gratuita.
Rainha e princesas da festa


Pessoas em trajes típicos marcaram presença


À noite, a festa ficou lotada



  
 Comidas típicas alemãs, música e, claro, as melhores cervejas artesanais produzidas na cidade. Sábado e domingo haverá atividades técnicas, que incluem palestras gratuitas sobre o movimento home brew (cervejaria caseira), degustação dirigida e prática de produção de cervejas e cursos, com cobrança de taxas, em que as pessoas poderão aprender a harmonizar a bebida, porém, o número de participantes é limitado. Além de quiosques com petiscos para serem servidos, foram montados dois restaurantes. Um vendia comida mineira e outro, alemã.

Mix de salsichas com mostardas clara e escura e salada de batatas




Na programação cultural, muito rock, jazz e blues, além de duas apresentações (no sábado e domingo à tarde) do grupo Bergfreund, de dança folclórica alemã. Dois palcos foram montados.


O grupo Bergfreund fez bonito




E é claro que BLOG VIAGENS PELO BRASIL não poderia ficar de fora desta festa e foi conferir o evento! Uma vila cênica alemã foi montada na rua Antônio Serafim da Silveira – trevo do Mingu (atrás da rodoviária). Um espaço kids garante a diversão da criançada.
Crianças tiveram um espaço apenas para elas

O touro mecânico fez a festa, inclusive dos adultos que se aventuraram

Na vila que foi montada, venda de artesanato e lembrancinhas

Uma caneca personalizada é distribuída aos visitantes para que os mesmos possam degustar diferentes tipos de cerveja que serão comercializados. Só no ano passado foram vendidos 22 mil litros de cerveja durante a festa

Mais de 20 produtores de cerveja e mestres cervejeiros participam da quarta edição da Uaiktoberfest. Entre as marcas mineiras, tem a Krug Bier, Falke Bier, Backer e Wälls. Também participarão: Küd Bier, Grimor, Taberna do Vale, Capapreta, Karpens, entre outras.



Uma das cervejarias participantes


Uaiktoberfest 2014 – Nova Lima

Data: 17, 18 e 19 de outubro

Local: Rua Antônio Serafim da Silveira com Madre Tereza, no trevo do Mingu (atrás da rodoviária)

Horário: sexta (17/10) – de 18 a 0 h. Sábado (18/10) – de 12 a 0 h e Domingo (19/10) – de 12 às 22 horas.


Visitei e recomendo:

4ª Uaiktoberfest


Localização:


Nova Lima, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, fica a 23 km da Capital. A Uaiktoberfest é montada na rua Antônio Serafim da Silveira com Madre Tereza, no trevo do Mingu (atrás da rodoviária)


Aproveite para conhecer e curtir também a página do BLOG VIAGENS PELO BRASIL no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil

* Texto e fotos: Karina Motta




domingo, 18 de dezembro de 2016

A Capital do Apito do Trem, só do apito

                                                                                                        *Wagner Dias Ferreira

 Neste post, o BLOG VIAGENS PELO BRASIL publica artigo do marido da administradora e gestora de conteúdo do blog. Com quem ela faz a maior parte dos passeios aqui publicados. Aliás, já está programado para o ano que vem fazermos o circuito citado neste artigo,que é BH ao Espírito Santo. O VIAGENS PELO BRASIL que tanto ama trens não poderia deixar de divulgar este texto que discute a importância de se contextualizar este meio de transporte e, como ele mesmo diz: "É preciso compreender o povo de Minas e comprometer-se com sua cultura para que o trem aqui não seja só um apito."                                                                             
Desde que passei a chegar para o trabalho no escritório que está localizado no tradicional Edifício Arcângelo Maletta no horário de 7 horas, para aproveitar o momento de sossego, sem celular, whatsapp, telefone fixo ou clientes presenciais para a elaboração de peças processuais privativas do advogado, sou saudado todos os dias com o apito do trem.

Apesar de Belo Horizonte ser uma metrópole contemporânea com toda agitação comum às grandes regiões metropolitanas do mundo ainda se encontram pessoas pelas ruas que a consideram uma “roça grande”. É a única capital do país que tem a partida regular de um trem de passageiros interestadual às sete da manhã rumo a Vitória/ES. Possui na praça mais central da cidade uma Cafeteria Tradicional, o Café Nice, onde ao longo de todo o dia se encontram pessoas conversando temáticas as mais diversas entre um café e outro. Agora ainda mais com a revitalização do Cine Brasil Valourec.

Não bastasse tudo isso, o “mineirez”, liguagem muito própria de pessoas nascidas no estado de Minas Gerais, reinventou a palavra “trem” . Como quando se pergunta: Você faz esse trem pra mim? Ou “Tem certeza que vai levar esse trem pra casa? Ou Acha mesmo que consegue comer esse trem?  Assim, o “trem” fica de forma absoluta incorporado à linguagem do mineiro e portanto da cultura do estado, não só como meio de transporte mas como um ente identificador deste povo.

A incorporação desse fator cultural fez com que Rio Acima na região metropolitana criasse um trem para passeios. Passa Quatro no interior de Minas também. E ainda o trem que liga Ouro Preto e Mariana. O SESC Grussaí, Litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, já sabendo que receberia mineiros aos montes colocou dentro das suas instalações um trem para o City Tour no próprio SESC Grussaí que é imenso.

É por tudo isso que não há como compreender o desprezo e a total incompetência dos governantes para implantar o metrô como meio de transporte integrador da Região Metropolitana da Capital. Constatar que há pessoas em Belo Horizonte que nunca se utilizaram do metrô. É porque o existente não atende bem a cidade, deixando diversos lugares importantes e populosos fora do alcance do importante meio de transporte.

Para uma cultura tão receptiva ao transporte sobre trilhos, os governantes do país, do estado e dos municípios da Região Metropolitana, não somente da Capital, mostram-se extremamente incompetentes pela incapacidade de fazer do metrô em Belo Horizonte um fator de transporte relevante e culturalmente imperativo.

Por isso ao ouvir o apito do trem às sete da manhã todos os dias quando chego para trabalhar no edifício Maletta me regozijo na cultura onde fui criado, mas me entristeço com os governantes que a todo momento vejo na TV incapazes de mostrar respeito pela cultura deste povo deixando de valorizar os elementos que o mineiro tornou relevantes e imperativos. É preciso compreender o povo de Minas e comprometer-se com sua cultura para que o trem aqui não seja só um apito.


*Advogado e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG

domingo, 17 de julho de 2016

Sabores de Minas em Igarapé

Festival gastronômico privilegia a culinária caipira

Um dos maiores prazeres do BLOG VIAGENS PELO BRASIL é conhecer a gastronomia dos diversos lugares que conhece e quando se trata de comida mineira... Hummmm... Melhor ainda. Assim, neste fim de semana, colocamos o pé na estrada para conhecermos o festival de gastronomia Igarapé Bem Temperado.



A cidade de Igarapé fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a apenas 55 km da capital mineira. Por isso, tão pertinho da cidade em que moro, não podia deixar de conhecer e degustar as delícias todas feitas com produtos artesanais e orgânicos, além de fazer parte da produção local, tudo produzido nos quintais e cozinhas de moradores locais.


Palma
O ponto alto dos pratos é a utilização de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Como explica os organizadores do festival, trata-se de “plantas que nascem de forma espontânea, de grande valor nutricional e deliciosas, mas que embora fáceis de encontrar não estão na nossa mesa do dia-a-dia. Uma das características do Igarapé Bem Temperado é apresentar pratos com essas ervas, que são tradição da nossa culinária caipira. Cansanção, Mastruz, Beldroega, Maria Nica, Gondó, Ora-pro-nobis e tantas outras nascem nos quintais das mestras e enriquecem seus pratos de nutrientes e cultura”.

Conheço e adoro a Gondó e o ora-pro-
nobis, mas, confesso que não conhecia a Beldroega e fui atrás de um prato que a utilizasse para experimentar. E encontrei no prato que a cozinheira Cida Ferreira criou para o festival. Era galinha com palmito e cuscuz com beldroegas refogadas.

Depois, aproveitei para experimentar a salada crua da verdura, que compunha o sanduíche do chef Renato Lobato, com o hamburger cansansão: costela, salada de beldroega, conserva de maxixe, barbecue de rapadura e chips de baroa. Este último ingrediente havia acabado quando saboreei meu sanduíche, mas, estava muito bom de qualquer jeito. Sem falar que o pão era feito com ora pro nobis. O chef é consultor de gastronomia da rede globo Minas.


Comi de tudo um pouco e ainda garanti meu jantar, levando dois marmitex para casa. Um deles com taioba, feijão, angu e torresmo, prato da Mestra Ilda Gonçalves e outro bem diferente: um guisadinho de palma com costelinha e angu, receita das cozinheiras Ronilda Antônia Souza e
Joana.


De manhã, degustei um delicioso biscoito de polvilho frito e depois, na hora do almoço, aproveitei para saborear kibes recheados com umbigo de banana e coalhada seca. Também provei e aprovei o guisadinho de cansanção com costela de boi e angu de corte da cozinheira Augusta Aparecida. E ainda experimentei o joelho de porco do hotel Fazenda Igarapés.


Também provei o pastel com massa de mandioca, elaborado pela mestra Maria Silva Maia. O recheio com guisadinho de carne de lata com mastruz e queijo. Maravilhoso! Agora, o prato que mais gostei foi o guisadinho de cansanção com bacalhau servido com creme de batata-baroa, da mestra Elzira Ribeiro. E olha que a baroa não é um dos meus legumes prediletos.   

E ainda teve a costela com angu, feijão e taioba.


O foco é mesmo a culinária caipira e é realizado na Praça Miguel Henriques da Silva, bem no centro da cidade e onde fica a Matriz de Santo Antônio de Igarapé. Os estandes com as mais saborosas receitas estão lá e todos eles comandados pelas mestras cozinheiras. Realmente uma viagem aos sabores caipiras. Uma delícia!

  
  



Também foi montado um espaço com forno e fogão a lenha onde foram apresentadas receitas por chefs e mestras. Haverá participação no festival dos chefs convidados: Flávio Trombino (restaurante Xapuri), Edson Puiati (gastronomia Una), Eduardo Avelar (Territórios Gastronômicos) e Renato Lobato. Assisti à aula de broa de amendoim e biscoito de polvilho, que foram assados na hora em folha de bananeira e colocados para degustação. As receitas foram apresentadas pela mestra Lucília Santos Oliveira com a participação de suas irmãs Luzia e Efigênia, que estavam emocionadas por ter na plateia outra mestra, colega da mãe delas, de 95 anos. Muita tradição envolvida!
Além do visitante se deliciar com os pratos do festival, havia produtos locais à venda para que pudéssemos levar uma lembrança de momentos tão gostosos. Doces de frutas, geleias, doçaria confeitada, trufas, cachaça artesanal, licores entre outros quitutes estavam à disposição. E ainda o livro do festival. Aproveitei para comprar minhas lembrancinhas saborosas! Trouxe doces de abóbora, de limão e de milho verde. Além de pé-de-moleque, pimenta (que sou apaixonada) e cachaça.

  

  


Em sua 12ª edição, O Igarapé Bem Temperado conta ainda com shows, aula de culinária e chefs convidados recheiam o festival. Fui no sábado e pude curtir a apresentação do grupo Copo Lagoinha, de BH, que toca samba de raiz e choro. E, para aproveitar ainda mais, pernoitei na cidade e logo cedo fui acompanhar a apresentação/degustação de receita de biscoitos de polvilho assado no forno a lenha – Mestra Lucília Santos Oliveira. (Com participação de Luzia e Efigênia).
  

Todo ano há uma mestra homenageada, que faz parte de toda a campanha de divulgação e ainda apresenta sua receita e conta suas histórias acompanhada pelo chef Eduardo Avelar na abertura do evento no Espaço Cozinha Show Memória Cultural. Nesta edição, a homenageada é a mestra Altivina Fonseca, com a receita do seu tradicional pé de moleque.

E as crianças não ficam de fora. Sempre há uma oficina de culinária para elas colocarem a mão na massa com a chef Gilmara Campos. É uma diversão só! 

  



Localização:

Igarapé está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e fica a apenas 55 km da capital mineira.





Visitei e recomendo:
Festival Igarapé Bem Temperado
Praça Miguel Henriques da Silva
Matriz de Santo Antônio de Igarapé


Conheça também e curta nossa página no facebook: www.facebook.com.br/blogviagenspelobrasil


*Texto e Fotos: Karina Motta