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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Aprendendo mais sobre vinhos

Atenção: sobre a visita ao Vale dos Vinhedos e às vinícolas da região, no Rio Grande do Sul, o BLOG VIAGENS PELO BRASIL vai dividir este assunto em três partes. A primeira delas, que é essa, vai dar uma visão geral. A segunda vai detalhar como foi conhecer algumas delas e a última falará sobre uma vinícola localizada no roteiro Caminhos de Pedra e vai citar a cidade dos espumantes. 

Imersão nas vinículas do Vale dos Vinhedos e região de Bento Gonçalves/RS

A paisagem do Vale dos Vinhedos é magnífica. São vales e montanhas repletos de parreirais, que emol-duram a vista. E se isso não é suficiente para você se atrair pelo local, saiba que em 2013 ele foi eleito um dos dez melhores destinos enoturísticos para se visitar no mundo pela revista americana Wine Enthusiast. E imagina se o BLOG VIAGENS PELO BRASIL deixaria de conhecer essa maravilha de lugar... Claro que não!

Estar na capital dos vinhos, em Bento Gonçalves/RS, significa degustar uma grande variedade desta bebida dos deuses. Em toda a região, são oferecidas degustações gratuitas. Primeiro, sempre há a visita guiada para os interessados, muitas vezes gratuitas. Algumas acompanhadas por enólogos, outras pelos proprietários em que é possível conhecer toda a infraestrutura da vinícola, os métodos de fabricação, os parreirais, os locais de produção, engarrafamento e armazenamento dos vinhos para, então, coroar com brindes e compras para quem se interessar.

A região produz os melhores tintos do país, com destaque para a casta merlot, que é o grande expoente da região. Algumas vinícolas também produzem vinhos de mesa, mais doces e menos complexos. São quase cem vinícolas para visitar e diversos roteiros históricos e gastronômicos à disposição, espalhados por 16 municípios.

Tanto as grandes (industriais) como as pequenas são in-teressantes, mas, as mais acon-chegantes são as familiares mesmo. Até brincamos que o melhor vinho que tomamos foi o que o dono da vinícola pegou um garrafão escondido embaixo do balcão e serviu, pois, este é apenas para a família degustar. Risos. Enfim, pequenas, artesanais e grandes propriedades tornam a região referência nacional e até internacional pela qualidade dos vinhos fabricados.
Algumas vinícolas fazem referência a Dionísio e Baco, deuses do vinho, das festas, do lazer, do prazer, do pão e da vegetação. O primeiro é grego e o segundo, romano. Há pessoas também que comparam o Vale dos Vinhedos à Toscana, a região da Itália de onde saem os melhores vinhos do mundo.
Bem no centro da cidade, perto do hotel onde ficamos hospedados, fica a vinícola Aurora. Foi dela que
comprei o espumante servido no jantar do meu casamento: o Conde de Foucauld. Também aprecio muito o Saint Germain e o Marcus James fabricados por eles e, por causa da facilidade de acesso, foi a primeira que conhecemos e fizemos a visita guidada. Um detalhe: ela também foi a primeira na cidade a abrir suas instalações para visitação pública.  A Aurora é a maior do Brasil e a mais premiada em concursos internacionais, com grande variedade de produtos e trabalha no sistema de cooperativismo. Ao visitarmos o mirante da Rota das Cantinas Históricas, vimos alguns vinhedos de produtores destas cooperativas. Há um túnel por baixo da rua que liga duas partes da vinícola. Nele, há diversas imagens santas e mitológicas que enfeitam e encantam os olhos. No fim da visita guiada, na Cave di Bacco, ainda no túnel subterrâneo, é a vez da degustação e depois quem se interessar, pode se dirigir às compras.


A maior parte das vinículas está no Vale dos Vinhedos. São 82 quilômetros quadrados repletos  de vinícolas e de uma paisagem exuberante. Não deu para visitar muitas, pois, o período da nossa viagem era curto, mas, mesclamos as de grande e de pequeno porte. Privilegiamos a Aurora, por estar perto do hotel onde ficamos hospedados; a Cristofoli, por fazermos questão de participar do Edredon nos Parreirais. Um evento aconchegante e romântico. A Salvati & Sirena, para visitarmos alguma no roteiro Caminhos de Pedra e, no Vale dos Vinhedos, fomos à Miolo, ao Hotel SPA do Vinho, Salton, Casa Valduga e a que mais me interessou de conhecer, que foi a Cave de Pedra: linda, imponente, funciona em um castelo medieval maravilhoso. É um atrativo imperdível!
Conheci diferentes tipos de uvas. Algumas que nem sabia que existiam. Por outro lado, não deixei de
experimentar as clássicas Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay ou mesmo a Shiraz, que depois que começou a ser produzida no Vale do São Francisco, nordeste do Brasil, de vez em quando compro. Algumas das que eu não conhecia foi a Sangiovese, que, como já disse no post sobre o meu aniversário é uma uva pouco cultivada no Brasil, mas, o vinho tinto é delicioso, jovem e com boa intensidade e aroma frutado. A tannat é originária do sul da França. São vinhos encorpados e bem estruturados. Intensidade de cor, aroma de frutas escuras e chocolate, raízes e couro. A peverella, da Itália... Hummm... Une as duas coisas que mais aprecio: vinho e toques de pimenta – mais à frente, quando falo da vinícola Salvati & Sirena detalho mais sobre essa uva.  Ahhh... Deu água na boca agora! Também experimentamos a Marselan. A uva é proveniente da França e é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache.

Claro que trouxe uma garrafa de cada vinho desses especiais e diferentes das uvas clássicas. Aproveito aqui para fazer um alerta sobre o embarque dessas garrafas. Cada pessoa pode levar cinco delas na bagagem de mão desde que apresente a nota fiscal das mesmas, mas, nem todas as vinícolas fornecem a nota fiscal. Fiquem atentos e exijam (o que temos que fazer em qualquer situação mesmo, mas, como estamos mais distraídos, em momento de relax, pode ser que esqueçamos de exigir nossos direitos), senão, corre o risco de comprar seus vinhos e ter que deixá-los no aeroporto. 


Localização:
Região Sul do Brasil. Município do estado do Rio Grande do Sul.

De avião, o aeroporto mais próximo fica em Caxias do Sul a 39 km. Já o aeroporto de Porto Alegre, capital do estado, fica a 120 km.


Visitei e recomendo:
Vale dos Vinhedos
Parreirais
Vinícolas: destaco das que visitei, a Salvati & Sirena, a Salton e a Cave de Pedra










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*Texto e crédito das fotos: Karina Motta



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