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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Instituto Estrada Real destaca texto do BLOG VIAGENS PELO BRASIL

Outro importante órgão ligado ao turismo se rendeu ao texto do BLOG VIAGENS PELO BRASIL e publicou em seu site o post do Viagens pelo Brasil sobre Cocais. Desta vez, o portal do Instituto Estrada Real disponibilizou o relato na seção Diários em Destaque. A cada dia, o blog ganha mais espaço em mídias eletrônicas especializadas em turismo.Confira em: http://www.institutoestradareal.com.br/planeje-sua-viagem/diario-de-viagem/blog-viagens-pelo-brasil--httpblogviagenspelobrasilblogspotcombr201401registros-arqueologicos-ao-alcance-dehtml

Diário em destaque



BLOG VIAGENS PELO BRASIL - ... 

TURISTA: 
Karina Motta

FORMA DE LOCOMOÇÃO: 
Carro

PERÍODO: 
01/01/2014 à 01/01/2014

CIDADES VISITADAS: 
Cocais

CAMINHOS VISITADOS: 
Caminho do Sabarabuçu 


RESUMO: 
http://blogviagenspelobrasil.blogspot.com.br/2014/01/registros-arqueologicos-ao-alcance-de.html Em Minas Gerais, no distrito de Cocais, podemos ver de perto desenhos que nossos ancestrais pintaram. Inscrições foram feitas há mais de seis mil anos Em uma vila colonial mineira, um pequeno distrito denominado Cocais, há um resgate da arte pré-histórica, com registros de nossos ancestrais que datam de seis mil anos. É a nossa história viva inscrita nas rochas por meio de desenhos: contagem dos dias, animais... Emocionante! A arqueologia agradece. E a natureza em volta? Você, querido leitor, não imagina a grandiosidade e beleza que o espera! Esta é mais uma joia da Estrada Real. Caminho que leva às rochas com inscrições rupestres No sítio arqueológico, há uma pedra em formato de rosto A descoberta do Sítio Arqueológico Pedra Pintada foi do paleontólogo Peter Lund, o mesmo que encontrou o crânio da Luzia – mulher mais antiga do continente - na região de Lagoa Santa/MG. Trata-se de uma propriedade particular e o senhor José Roberto, o dono do terreno onde se encontra o sítio arqueológico, é muito simpático e atencioso com os turistas. Sr. José Roberto nos mostrando onde nossos antepassados se escondiam da chuva, animais, frio... O nome da localidade - Cocais – que é distrito de Barão de Cocais, deve-se à grande quantidade de coqueiros do local. Panorâmica da vila Completam o cenário, casas coloniais e as igrejas barrocas: Santana, do Bonfim e Matriz do Rosário. A primeira foi construída em pedra e tem pinturas com motivos orientais, conhecidas por chinesisses, além de imagens de santos talhados na madeira e a característica mineira de ter o altar-mor folheado a ouro. Era a capela particular dos fundadores do distrito, família Furtado Leite e da família Pinto Coelho, da qual Barão de Cocais era descendente. Ele está sepultado no interior da igreja. Igreja Santana Igreja do Bonfim A do Bonfim ocupa lugar no terreno onde era a fazenda Estalagem. O coronel da época estava com a filha doente e prometeu construir uma igreja caso ela se curasse e assim foi feito. A original, construída no século XVII em pau a pique, era muito parecida com uma das igrejas que mais admiro em Minas Gerais: a igrejinha do Ó em Sabará, porém, ela foi demolida em 1973 e foi construída outra em alvenaria no seu lugar. Igreja do Rosário E a matriz, por ser do Rosário, foi construída para que negros e mestiços a frequentassem. Ao seu redor há um chafariz e um cruzeiro. Esta vai para a minha coleção particular de fotos dos templos dedicados a Nossa Senhora do Rosário. Pintura no teto da igreja do Rosário Altar da igreja do Rosário Estilo colonial prevalece na arquitetura na vila Fiquei hospedada na Pousada das Cores e achei muito interessante o trabalho cultural desenvolvido pelo proprietário. Além disso, as refeições são elaboradas com verduras, legumes, frutas e flores comestíveis que ele mesmo ou seus vizinhos cultivam. Ainda tem uma lojinha com produtos da região para serem vendidos: farinhas, licores, geleias, vinagres ... Há também a igrejinha de São Francisco e Santa Clara, um castelinho onde é a recepção, adega, claro, pois um lugar aconchegante e bonito merece ser apreciado como um bom vinho e ainda um pequeno alambique. Interior da igrejinha São Francisco e Santa Clara na pousada das Cores Por toda a pousada há esculturas em pedra que enfeitam o ambiente. Para completar o clima cultural, foram montados dois museus na pousada: o do índio e do imigrante. Museu do Imigrante na pousada das Cores Museu do Índio na pousada das Cores Agora, para conhecer um pouco mais da cultura, modo de vida dos moradores de Cocais, basta visitar o museu Fernando Toco, um antigo morador, senhor Augusto Bento do Nascimento, que, durante toda a sua vida, colecionou objetos que contavam a história da Vila. O museu funciona em um imóvel que pertenceu ao Barão de Cocais.

DICAS PARA OUTROS VIAJANTES: 
Visitei e recomendo: Sítio Arqueológico Pedra Pintada Igrejas Santana, do Bonfim e Matriz do Rosário Museu Fernando Toco Pousada das Cores

quarta-feira, 26 de março de 2014

Ministério do Turismo destaca matéria do Blog Viagens pelo Brasil

Site do Ministério do Turismo divulgou, esta semana, um dos textos do nosso Blog Viagens pelo Brasil. Trata-se da matéria sobre Cocais, um distrito de Barão de Cocais/MG. Na localidade, existem registros arqueológicos de nossos antepassados feitos há mais de seis mil anos. Confiram acessando o link ou leiam aqui na íntegra.

Estamos todos muito alegres em ver o trabalho sendo reconhecido e amplamente divulgado! 

Registros arqueológicos ao alcance de todos

Por Karina Motta
Blog Viagens pelo Brasil
Em uma vila colonial mineira no pequeno distrito denominado
Cocais, a 80 km de Belo Horizonte, há registros de nossos
ancestrais que datam de seis mil anos antes de Cristo. A
história está inscrita nas rochas por meio de desenhos feitos
para contar os dias, representar animais, entre outros.
Emocionante! A arqueologia agradece a preservação.
E a natureza em volta? Você, querido leitor, não imagina a
grandiosidade e a beleza que o espera! Esta é mais uma joia da
Estrada Real.
A descoberta do Sítio Arqueológico Pedra Pintada foi do
paleontólogo dinamarquês Peter Lund, o mesmo que encontrou o
crânio de Luzia – a mulher mais antiga do continente - na região
de Lagoa Santa/MG.
O sítio arqueológico está em uma propriedade particular que
pertence a um senhor simpático e atencioso com os turistas, José
Roberto.
Completam o cenário casas coloniais e as igrejas barrocas
Santana do Bonfim e Matriz do Rosário. Há também um castelinho,
um lugar aconchegante e bonito, que merece ser apreciado.
Fiquei hospedada em uma pousada interessante, que se destaca
pelas refeições elaboradas com verduras, legumes, frutas e
flores comestíveis. Por toda a pousada há esculturas em pedra
que enfeitam o ambiente. Para completar o clima cultural, foram
montados dois museus, o do índio e o do imigrante. O local ainda
tem uma lojinha que comercializa produtos da região, como
farinhas, licores, geleias e vinagres.
Para conhecer um pouco mais dos moradores de Cocais, basta
visitar o museu Fernando Toco, com objetos de um colecionador. O
museu funciona em um imóvel que pertenceu ao Barão de Cocais.
Foto: Karina Motta
Por Karina Motta



Em uma vila colonial mineira no pequeno distrito denominado Cocais, a 80 km de Belo Horizonte, há registros de nossos ancestrais que datam de seis mil anos. A história está inscrita nas rochas por meio de desenhos feitos para contar os dias, representar animais, entre outros. Emocionante! A arqueologia agradece a preservação. 



E a natureza em volta? Você, querido leitor, não imagina a grandiosidade e a beleza que o espera! Esta é mais uma joia da Estrada Real.

A descoberta do Sítio Arqueológico Pedra Pintada foi do paleontólogo dinamarquês Peter Lund, o mesmo que encontrou o crânio de Luzia – a mulher mais antiga do continente - na região de Lagoa Santa/MG. 

O sítio arqueológico está em uma propriedade particular que pertence a um senhor simpático e atencioso com os turistas, José Roberto.

Completam o cenário casas coloniais e as igrejas barrocas Santana do Bonfim e Matriz do Rosário. Há também um castelinho, um lugar aconchegante e bonito, que merece ser apreciado.

Fiquei hospedada em uma pousada interessante, que se destaca pelas refeições elaboradas com verduras, legumes, frutas e flores comestíveis. Por toda a pousada há esculturas em pedra que enfeitam o ambiente. Para completar o clima cultural, foram montados dois museus, o do índio e o do imigrante. O local ainda tem uma lojinha que comercializa produtos da região, como farinhas, licores, geleias e vinagres. 

Para conhecer um pouco mais dos moradores de Cocais, basta visitar o museu Fernando Toco, com objetos de um colecionador. O museu funciona em um imóvel que pertenceu ao Barão de Cocais.

Formada em jornalismo e apaixonada viagens e fotografia, Karina Motta criou o Blog Viagens pelo Brasil para registrar os momentos de lazer e turismo pelo nosso país. Passear, saborear pratos típicos, apreciar o artesanato e contemplar a natureza estão entre suas principais paixões.



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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Registros arqueológicos ao alcance de todos


Em Minas Gerais, no distrito de Cocais, podemos ver de perto desenhos que nossos ancestrais pintaram. Inscrições foram feitas há mais de seis mil anos 

Em uma vila colonial mineira, um pequeno distrito denominado Cocais, há um resgate da arte pré-histórica, com registros de nossos ancestrais que datam de seis mil anos. É a nossa história viva inscrita nas rochas por meio de desenhos: contagem dos dias, animais... 

Emocionante! A arqueologia agradece. E a natureza em volta? Você, querido leitor, não imagina a grandiosidade e beleza que o espera! Esta é mais uma joia da Estrada Real.
Caminho que leva às rochas com inscrições rupestres



No sítio arqueológico, há uma pedra em formato de rosto
A descoberta do Sítio Arqueológico Pedra Pintada foi do paleontólogo Peter Lund, o mesmo que encontrou o crânio da Luzia – mulher mais antiga do continente - na região de Lagoa Santa/MG. Trata-se de uma propriedade particular e o senhor José Roberto, o dono do terreno onde se encontra o sítio arqueológico, é muito simpático e atencioso com os turistas.

Sr. José Roberto nos mostrando onde nossos antepassados se escondiam da chuva, animais, frio...
O nome da localidade - Cocais – que é distrito de Barão de Cocais,  deve-se à grande quantidade de coqueiros do local. 
Panorâmica da vila 

Completam o cenário, casas coloniais e as igrejas barrocas: Santana, do Bonfim e Matriz do Rosário. A primeira foi construída em pedra e tem pinturas com motivos orientais, conhecidas por chinesisses, além de imagens de santos talhados na madeira e a característica mineira de ter o altar-mor folheado a ouro. Era a capela particular dos fundadores do distrito, família Furtado Leite e da família Pinto Coelho, da qual Barão de Cocais era descendente. Ele está sepultado no interior da igreja.
Igreja Santana
Igreja do Bonfim
A do Bonfim ocupa lugar no terreno onde era a fazenda Estalagem. O coronel da época estava com a filha doente e prometeu construir uma igreja caso ela se curasse e assim foi feito. A original, construída no século XVII em pau a pique, era muito parecida com uma das igrejas que mais admiro em Minas Gerais: a igrejinha do Ó em Sabará, porém, ela foi demolida em 1973 e foi construída outra em alvenaria no seu lugar.


Igreja do Rosário
E  a matriz, por ser do Rosário, foi construída para que negros e mestiços a frequentassem. Ao seu redor há um chafariz e um cruzeiro.  Esta  vai para a minha coleção particular de fotos dos templos dedicados a Nossa Senhora do Rosário.

Pintura no teto da igreja do Rosário
Altar da igreja do Rosário
Estilo colonial prevalece na arquitetura na vila
Fiquei hospedada na Pousada das Cores e achei muito interessante o trabalho cultural desenvolvido pelo proprietário. Além disso, as refeições são elaboradas com verduras, legumes, frutas e flores comestíveis que ele mesmo ou seus vizinhos cultivam. Ainda tem uma lojinha com produtos da região para serem vendidos: farinhas, licores, geleias, vinagres ...


 Há também a igrejinha de São Francisco e Santa Clara, um castelinho onde é a recepção, adega, claro, pois um lugar aconchegante e bonito merece ser apreciado como um bom vinho e ainda um pequeno alambique.
Interior da igrejinha São Francisco e Santa Clara na pousada das Cores
Por toda a pousada há esculturas em pedra que enfeitam o ambiente. Para completar o clima cultural, foram montados dois museus na pousada: o do índio e do imigrante. 

Museu do Imigrante na pousada das Cores
Museu do Índio na pousada das Cores

Agora, para conhecer um pouco mais da cultura, modo de vida dos moradores de Cocais, basta visitar o museu Fernando Toco, um antigo morador, senhor Augusto Bento do Nascimento, que, durante toda a sua vida, colecionou objetos que contavam a história da Vila. O museu funciona em um imóvel que pertenceu ao Barão de Cocais.



Localização:

Cocais fica a 80 km de Belo Horizonte. 

Visitei e recomendo:

Sítio Arqueológico Pedra Pintada
Igrejas Santana, do Bonfim e Matriz do Rosário
Museu Fernando Toco

Pousada das Cores



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                                                     *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

sábado, 8 de setembro de 2018

Adeus, Luzia!

Imagem: Marcelo Dias / Futura Press / Estadão Conteúdo
Uma tragédia sem fim acometeu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. O incêndio que destruiu nossa história, cultura, educação também dilacerou o coração do BLOG VIAGENS PELO BRASIL. Diante de tanta indignação, não poderíamos deixar de registrar nossa tristeza com este tenebroso acontecimento. Destruiu não só o acervo que contava com 20 milhões de itens como 200 anos de vida deste importante representante do nosso país, que infelizmente, não dá a devida atenção ao que precisa. Antropologia e história natural era seu principal foco. Dentre os itens queimados, o crânio de Luzia, o mais antigo do Brasil. Ele foi encontrado em Minas Gerais, na cidade de Lagoa Santa e levado para o museu para ser preservado. Doce ilusão... Um país que não se preza a preservar sua cultura e sua história perde tudo drasticamente. 

Imagem: Luan Santos/UOL
Lamentavelmente, por força das circunstâncias, nós, que sempre priorizamos conhecer museus, não tivemos a oportunidade de visitar esse. Apenas o vimos de longe quando estivemos no Rio de Janeiro. E agora é que não o vermos mais mesmo...

Novamente, o BLOG VIAGENS PELO BRASIL conta com o colaborador Wagner Dias Ferreira para registrar nosso desabafo quanto a essa catástrofe: 

Adeus, Luzia!

*Wagner Dias Ferreira
Adeus, Luzia. Perdoe o descaso. Siga mais forte, agora na alma e no inconsciente coletivo do povo brasileiro.

Luzia me foi apresentada nos bancos de escola. O crânio humano mais antigo das américas. Encontrado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Permaneceu por cerca de 10.000 anos protegido pelo ambiente de grutas e pela natureza de Minas Gerais. Agora, destruído pelo homem moderno. Os civilizados, evoluídos não destruíram a mulher negra forte e resistente, aquela que lutou e existiu por milênios.

Em menos de 200 anos, depois de ser retirada do local onde foi encontrada, agora é cinza. Antes permanecesse deixada aos cuidados da natureza que foi muito mais preservadora do que a humanidade. Que se cuide o planeta Terra, Marte e o próprio sol. O homem está chegando.

O crânio de Luzia é referência para identificar os processos migratórios da humanidade na Pré-História, sendo um crânio negroide, demonstra que ela pertenceu a processos migratórios africanos que permitiram ao homo sapiens negro povoar o mundo.

Central também para entender o racismo no inconsciente coletivo humano. É que o primeiro grande processo migratório dos homo sapiens negroides provavelmente implantou povoamentos negroides em todo o mundo. Posteriormente os processos migratórios de populações não negroides promoveram o enfrentamento dessas primeiras populações para se instalarem.  Nascendo aí um primeiro sentimento racista.

Em Minas, na cidade de Barão de Cocais, é possível encontrar o monumento da Pedra Pintada com excelentes pinturas rupestres, muito bem preservadas, e observar o local ver como aquelas populações negroides viviam (as pinturas da Pedra Pintada têm idade semelhante ao crânio da Luzia).

No Brasil, quando se visita o Museu Arqueológico de Xingó, lá onde está a Hidrelétrica, em Sergipe, observam-se elementos de populações não negroides, já mais parecidos com os índios brasileiros encontrados, nas suas diversas nações, no tempo das invasões europeias protagonizadas por portugueses, espanhóis, holandeses e franceses. Mostrando como as migrações não negroides foram chegando em seguida àquelas que as precederam.



Estas duas constatações em Minas Gerais e em Sergipe demonstram como o Brasil é importantíssimo no estabelecimento das dinâmicas das migrações pré-históricas que povoaram o mundo, inclusive na teoria da transposição para as Américas pelo estreito de Berhing, primeiro as populações negroides, depois as populações não negroides.

Essa superficial constatação demonstra o peso da perda que o mundo e a humanidade sofreram com o incêndio do Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro.

Observem que está referido aqui, superficialmente, apenas os tópicos pré-históricos brasileiros. Ao se avaliar todo o acervo perdido a única palavra que pode aproximar o sentimento de perda é incomensurável.

Mais importante do que punir os negligentes, imprudentes e que agiram com falta de perícia no trato do acervo do museu é imediatamente estabelecer a prevenção de novos eventos dessa natureza.

Minas Gerais está cheia de monumentos históricos pré-históricos, pré-coloniais, coloniais, imperiais e já republicanos que precisam de imediata atenção do povo, que precisa preservar sua história para não perder sua identidade.

Certa feita, ao atuar em um processo judicial (1991), foi necessário pleitear uma certidão de nascimento em uma cidade do interior de Minas Gerais. A resposta do cartório fora que os documentos da época haviam se perdido em um incêndio durante os combates entre Minas e São Paulo na Revolução de 30. Ao oficiar a Paróquia da cidade para pleitear o Batistério da pessoa, a igreja prestou a mesma informação. Então, o Brasil precisa superar a cultura de tolerar as perdas provocadas por incêndios. Isso não pode ser comum ou normal.

Urge promover uma intensa interação e integração do povo com o patrimônio histórico para que isso cause aos governantes o constrangimento necessário a uma permanente ação de preservação desses elementos que compõem a identidade, presente no inconsciente coletivo do povo brasileiro.


*Advogado e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG



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*Texto Wagner dias Ferreira e fotos sem crédito: Karina Motta

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Viva Minas Gerais!

 Para comemorar os 300 anos de Minas Gerais, que foi dia 2/12, o BLOG VIAGENS PELO BRASIL fez uma parceria com nossa agente de viagens, Daniely Rodrigues e transmitiremos uma live no instagram nesta quinta-feira, às 19h07 para homenagearmos o estado diamante!

O nosso colaborador Wagner Dias Ferreira participará deste bate-papo bem interessante. Como é difícil escolher um top 5 de das Gerais, ele definiu cinco pares de cidades com suas peculiaridades similares para explicar nossa paixão por Minas.

Além disso, os 300 anos marcam o domínio português, mas há registros que datam de mais de 10 mil anos sobre a existência do nosso estado maravilhoso e creio que por isso pulsa em nossas veias o amor pela arqueologia também. Assim, como um extra, ele também falará sobre o top 5 da arqueologia mineira: Conceição do Mato Dentro, gruta do Maquiné, gruta Rei do Mato, Pedra Pintada/Barão de Cocais.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Em Barão de Cocais, o primeiro projeto do mestre Aleijadinho

Quando fui a Barão de Cocais, meu foco foi o distrito de Cocais e o sítio arqueológico da Pedra Pintada. Portanto, apenas passei por Barão para conhecer o santuário de São João Batista,  que dizem ser o primeiro projeto arquitetônico de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Atribuíram a autoria ao principal artista brasileiro pelas características do desenho do frontispício, do arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Na portada, encontra-se uma bela escultura de São João Batista também executada pelo mestre do barroco mineiro.  

Detalhe da portada - Igreja São João Batista
Como boa mineira, eu não poderia perder o trem e, assim, fui até a estação Dois Irmãos para conhecê-la. Em pleno funcionamento, pode-se fazer a viagem a Barão de Cocais partindo da praça da Estação de Belo Horizonte, gastando uma hora e meia. Dizem que a paisagem é de tirar o fôlego. O embarque é na praça da Estação, às 7h30, e o trem passa por Barão de Cocais indo para Vitória

Localização:
Barão de Cocais fica a 93 km de Belo Horizonte

Visitei e recomendo:

Santuário de São João Batista

Estação Dois Irmãos



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                                                                                                *Texto e crédito das fotos: Karina Motta