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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Culinária inigualável e variada no Pará


Mangal das Garças
Sucos, sorvetes, bombons e cremes de frutas desconhecidas pela maioria, mas muito saborosas. Farinhas de diversas texturas e cores. Peixes deliciosos, castanha, açaí, cupuaçu, tucupi, tacacá, tapioca, maniçoba (a feijoada do Pará)... Vou parando por aqui, senão a lista ficará imensa! Porém, não posso terminar minha enumeração sem comentar sobre o jambu, uma verdura deliciosa e que deixa a sensação de uma leve anestesia na boca. É obrigatório experimentar! Confesso que fiquei feito boba ao experimentar o tacacá, esperando a dormência na língua e não é que ela veio? Foi uma experiência divertida, além de muito gostosa. Tudo isso atrai e dá água na boca.

Ótimos restaurantes estão à disposição para que se possa degustar as comidas típicas de Belém. Há, ainda, a possibilidade de harmonizar a degustação das iguarias da Amazônia com a contemplação de lugares maravilhosos como é o caso do Mangal das Garças, a Estação das Docas, o Parque da Residência e, claro, o Mercado Ver o Peso.

Estação das Docas
A comida regional é um dos pontos fortes da Estação das Docas. Reúne bons restaurantes, que servem os pratos típicos da região. Esse espaço de lazer, artesanato, cultura e turismo faz com que o turista o visite mais de uma vez em sua estadia na cidade. Destaque para os sorvetes. É tanta variedade de sabores e cores, que o turista se perde com tanta oferta. E ainda pode experimentar todos, mas o difícil é escolher o mais gostoso. É tudo ótimo! Além disso, é de lá que partem as barcas para passeios turísticos e também onde chegam os barcos na época do Círio de Nazaré. A Estação fica às margens da Baía do Guajará. Era onde funcionava o antigo porto de Belém. Imperdível conhecer esse ponto turístico. Para mim foi ainda mais especial, pois foi de dentro das Docas que vi a primeira chuva do final do dia. Pensei que fosse lenda, mas realmente todos os dias chove na cidade, porém, é muito rápido e o mais impressionante para os que não estão acostumados é que o calor não diminui. A Estação das Docas, com certeza, conquistou um lugar especial em meu coração!


Ao passear pelas Docas, meu marido comentava que o chef Claude Trosgrois visitava tantos lugares para mostrar a culinária específica de cada um deles, que deveria conhecer Belém logo e, para nossa surpresa, perto da sorveteria imagina quem estava gravando o programa? Exatamente! O próprio Claude! Achamos incrível coincidência e, claro, meu marido quis tirar uma foto com ele e ainda se gabar de ter feito uma receita dele para mim! Realmente, uma simpatia em pessoa não só nas câmeras. Adorei o encontro!

Parque da Residência
Charme, cultura, linda paisagem, arquitetura e muita história se misturam no belo Parque da Residência. À bordo de um vagão de trem, pertencente à locomotiva da antiga estrada de ferro Belém-Bragança, o turista pode saborear os deliciosos sorvetes. Há também um restaurante, que serve pratos típicos da região.

Como um todo, o parque é maravilhoso. Desde 1934 foi a residência oficial dos governadores do estado do Pará. Antes desse período, também serviu de casa para outros dois governadores de 1913 a 1921. Muitos eventos são realizados neste maravilhoso espaço. O teatro, por exemplo, tem capacidade para 400 pessoas. É possível visitar ainda um orquidário, contemplar os jardins e pássaros. Tem coreto, palacete, estátuas, luminárias imponentes... tudo isso torna o Parque da Residência um local maravilhoso.
Processamento do açaí

Com relação ao açaí, tive a oportunidade de conhecer todo o processo de extração da polpa e armazenamento do fruto até chegar ao ponto de estar próprio para consumo ou mesmo ser vendido para o sul do Brasil. É muito interressante! Primeiro, a fruta passa por uma máquina para que a polpa seja retirada com a ajuda de água. Depois, passa por uma peneira e é colocado em bacias de aço para, em seguida, ser ensacado. A polpa é bem densa e não diluída como estamos acostumados a consumir no sudeste.

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                                                *Texto e crédito das fotos: Karina Motta

3 comentários:

  1. Experimentei tacacá caseiro (sem goma, mas na cuia e tudo mais), manissoba (feijoada onde o feijão é substituido pela folha da mandioca), pato no tucupi (hum...). O Açaí direto dessa máquina de processamento que aparece na foto e acompanhado de farinha paraense. Tudo muito bom. Sem falar na Castanha do Pará descascada na hora com facão de 50cm de cumprimento. Wagner.

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  2. Minha mãe costuma preparar o açaí de forma totalmente artesanal, sou suspeita pra falar, mas acho uma delícia, além da garantia de que é puro. Um amigo de São Paulo diz que consome açaí com banana (?), fiquei surpresa. Aqui no Norte o mais comum é comer com farinha, carne de sol ou peixe. Eu AMO a culinária paraense. Não sei pq! rsrsrs

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    1. Pois é, Stéfani! Aqui no Sudeste, consome-se açaí como se fosse sorvete, suco ou mesmo com banana, granola, mel... Adorei do jeito que vocês servem aí. Todas aquelas farinhas diferenciadas, mas, apaixonei-me mesmo foi com peixe. Realmente, a culinária paraense é de se apaixonar!

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