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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Casas Especializadas em Bento Gonçalves/RS

Roteiro Caminhos de Pedra reúne lojas de produtos artesanais específicos do Rio Grande do Sul
Do total de casas deste roteiro visitamos apenas a do Chá (erva-mate) e da Tecelagem, pois,
tínhamos apenas a parte da manhã e alguns lugares as explicações são muito extensas, o que demanda tempo, mas, passamos na porta de quase todas. O Caminhos de Pedra traz casas centenárias, típicas dos colonos e reservam locais para boas compras de lembrancinhas e produtos típicos. Nesta região, também fica a vinícola Salvati & Sirena. Fomos visitá-la e nos encantamos com a simpatia e presteza do dono. No post sobre as vinícolas que visitamos tem mais informações sobre ela.


São sete quilômetros de extensão e 15 casas especia-lizadas, além das particulares, que podem ser visitadas. Elas realmente congregam a herança cultural dos imigrantes italianos. Em cada casa, é possível conhecer o trabalho artesanal, a cultura, gastronomia, arquitetura e a história dos colonos. O Caminhos de Pedra é considerado museu vivo pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul. As paredes de pedra ou madeira aparente são comuns nestas construções, que remetem ao norte da Itália.


Neste roteiro, localizado no distrito de São Pedro estão concentradas as delícias do Sul. Há as casas do Tomate, Salumeria (embutidos), da Ovelha (fazenda de ovelhas, mas, nos alertaram que a visita dura bastante tempo o que inclui conhecer toda a rotina do lugar), de doces, de massas, dentre outras. Há também a Cantina Strappazon, onde foram filmadas partes do filme O Quatrilho.

Foi importante visitar a casa de chá porque meu marido é apaixonado por chimarrão. Ele sempre se gaba de já ter preparado essa iguaria até para um gaúcho que não sabia como fazê-lo. E descobri que nem só de vinho vive Bento Gonçalves mesmo! Como bons gaúchos que são, o chimarrão é outra bebida bastante consumida. É comum ver pessoas apreciando um bom chimarrão nas ruas e praças. Na casa de chá, um imponente moinho dá as boas-vindas ao turista. O antigo moinho Ceconello ainda é movido por roda d’água. Além disso, o maquinário em que a erva-mate é toda beneficiada de forma artesanal data de 1918 a 1940. O processo vai desde a seleção dos galhos até a embalagem e o gosto é incrível. Até eu que não aprecio chimarrão gostei. Na loja, além da cuia e do mate, meu marido quis trazer de lembrança um filtro para colocar na bomba e não deixar que ela entupa, e um canudo de bambu. Há outros produtos feitos com mate à venda como cosméticos e geleias.

   
Uma casa nos chamou bastante atenção. Ao passarmos por ela, descemos para fotografar. Ela é toda feita da rocha tipo basalto irregular. Está em reforma para virar restaurante. Há fotos detalhando a história da casa. 

Na estrada, também vimos parreirais com umas tendas os envolvendo. Praticamente todos os lugares que visitamos explicaram que este procedimento é para conservar as uvas e protegê-las do frio, chuva. As uvas cultivadas assim são destinadas à mesa.
No almoço, paramos em um lugar muito especial e lindo. Já na entrada, muita história na árvore qe está na entrada do local. No antigo Umbu, há uma pequena gruta, que foi formada pelas raízes da árvore. Dizem que ela serviu de abrigo para os primeiros imigrantes que chegaram à região. A casa foi construída nos anos 1880 e, depois de restaurada, em 1994, retomou suas características originais, com as pedras basálticas aparentes.

Comida típica e, mais uma vez, fartamo-nos em um delicioso rodízio no restaurante Nona Ludia. Como entrada, tábua de frios, depois a sopa de capeletti, massas caseiras, conservas, saladas, polenta fria, queijo à milanesa, frango, vitella, sobremesa e um café quentinho... Ai... Ai... Come-se muito bem no Rio Grande do Sul!
Localização:
Região Sul do Brasil. O roteiro Caminhos de Pedra fica no distrito de São Pedro que dista 1 km de Bento Gonçalves, município do estado do Rio Grande do Sul.

De avião, o aeroporto mais próximo fica em Caxias do Sul a 39 km. Já o aeroporto de Porto Alegre, capital do estado, fica a 120 km.


Visitei e recomendo:
Roteiro Caminhos de Pedra
Casa de Chá (erva-mate)
Casa da Tecelagem
Restaurante Nona Ludia


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*Texto e crédito das fotos: Karina Motta

domingo, 11 de agosto de 2019

Carne de jacaré faz parte da gastronomia do Mato Grosso do Sul

Bebida típica é o tererê, uma espécie de chimarrão gelado e a carne típica fica por conta do jacaré

O caro leitor do BLOG VIAGENS PELO BRASIL sabe o quanto aprecio a gastronomia dos locais por onde passo. Adoro conhecer novos sabores e em Bonito revisitei alguns pratos que já havia consumido, mas que são mais difíceis de serem encontrados. O centro da cidade conta com restaurantes e bares, que servem diferentes tipos de pratos e bebidas típicas. Os peixes da região, a carne de jacaré e frutas exóticas são representantes da gastronomia do Mato Grosso do Sul. Ter ficado hospedada no centro de Bonito facilitou muito nossa incursão gastronômica.

Para quem não quer se arriscar muito, mas pretende provar a carne de jacaré, há pastéis feitos com ela. É uma forma simples de experimentar. O point é o Pastel Bonito. Eu já conhecia a proteína. Tive a oportunidade de comer em uma churrascaria em Belo Horizonte, onde moro e não estranhei aqui, mas ela é dura. Sabendo que não é comum e para dar a oportunidade de o turista experimentar, todos os restaurantes servem ainda a porção para degustar. É um pouquinho só. Mas, confesso, que não gosto. Mesmo o filé é duro e o filé vem do rabo do animal. Nunca imaginei que a carne mais macia seria a do rabo! Risos.
Adoro peixe e provar os da região foi uma delícia. Tem pacu na brasa e tilápia em praticamente todos os restaurantes que você vá. Peixe com molho de urucum também é frequente.
A Casa do João foi indicada em minhas buscas na internet como um dos mais renomados restaurantes de Bonito e, claro, que eu não poderia deixar de visitá-lo! É recheado da verdadeira comida pantaneira. Os pratos mais famosos são jacaré, traíra sem espinhos e pintado ao molho de urucum. Este é um prato bem típico. Pedi e também a rabada pantaneira com mandioca e agrião. Uma delícia! Aqui provamos a isca de jacaré com grelhada com cenoura.
 
 
 
Por coincidência, sigo um grupo nas redes sociais sobre restaurantes de BH e não é que uma pessoa abriu exceção e indicou um em Bonito? O Juanita. A recomendação do prato principal foi o pacu na brasa com alcaparras, que é uma porção bem generosa e tem como acompanhamentos brócolis, batata, pirão, arroz e farofa de banana. Apresentação impecável e bom atendimento. De entrada, pedimos o bolinho de costela recheado com queijo.
  
Quero apenas constar que fui à churrascaria Pantanal Grill, pois não indico o local pelo atendimento. Não sei se fui em um dia não muito bom para a casa. O jacaré foi o filé e empanado.

Para beber - Até cachaça eles têm fabricação própria na cidade, mas a bebida mais famosa mesmo é o tererê, uma espécie de chimarrão gelado. Além dessa diferença, outra está no beneficiamento da erva utilizada. No tererê, ela precisa descansar em local árido por mais ou menos oito meses para depois serem moídas. A cuia para se tomar o tererê chama-se Guampa e, geralmente, é feita de uma parte do chifre do boi e a bomba (espécie de canudinho) é feita em alumínio, aço ou mesmo ferro. Há, ainda, algumas feitas de bambu.

Meu marido que é apaixonado por chimarrão não via a hora de experimentar essa iguaria gelada. E gostou. Em vários lugares a bebida é oferecida. Porém, a primeira vez que ele provou, estávamos caminhando na praça e paramos em um barzinho para comprar água. Na mesa da calçada, havia uma garrafa com a erva e a cuia. A primeira coisa que meu marido perguntou ao dono do estabelecimento era se podia degustar. O senhor abriu um sorriso e disse: é para o meu consumo, mas pode provar! Os dois ficaram bem contentes com a situação. E meu marido gostou bem. 
Tomei uma caipirinha do mate e é boa.
Sorvete assado – Assim como em Caldas Novas/GO, em Bonito, eles também têm o sorvete assado, que você encontra no Palácio dos Sorvetes. Para ser possível levar ao forno, é feita uma cobertura de marshmallow. A maioria dos sorvetes são de frutas da região.

No quesito sorvete, um lugar bonito e também com frutas da região é o Allegra Gelato e Café. Adoro sorvete e cafeteria e este local me agradou muito. Você pode provar para escolher qual vai querer pedir. Tem os tradicionais de oreo, ninho... Mas eu fiquei com o de gravitá, uma fruta da região e o de tererê. Foi a versão da bebida que mais gostei.
Tradicional no centro, é o Taboa Restaurante. No prédio, já funcionou de tudo. Até a prefeitura da cidade. A decoração é rústica e, nas paredes, e mesas, recados e assinaturas dos clientes. Escolhemos caldos de piranha e pantaneiro. O primeiro foi meu marido que pediu. Achei bom, pois, para mim, faltava um pouco de tempero. Mas o pantaneiro estava maravilhoso. Para petiscar, pedimos a costela de pacu frita.
 
 
A maioria dos passeios que fizemos tinha almoço incluído e com comida típica. Assim, pudemos experimentar de tudo que a cidade tem a oferecer em gastronomia.

Descobri que o prato típico da região é o Sobá, um macarrão japonês. Há até uma escultura em Campo Grande. Achamos um restaurante japonês (aliás, há muitos japas em Bonito) que servia, mas o dia que reservamos para jantar lá estava fechado. Como gostamos e é bem presente a comida japonesa na cidade, fomos para outro mesmo sem servir o sobá, que foi o Sushi. Escolhemos a sequência e foi uma delícia. A comida é fresquinha e a apresentação impecável.



Localização:Bonito fica a 300 km de Campo Grande, Capital do Mato Grosso do Sul.


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*Texto e Fotos: Karina Motta