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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Emocionante volta ao tempo em um passeio de Maria Fumaça


Arte, cultura, degustação de vinhos e muita emoção marcam este excelente e diferenciado passeio de Maria Fumaça na Serra Gaúcha

Boa mineira que sou, o trem corre em minhas veias, ainda mais sendo neta de ferroviário. E depois de ter experimentado passeios em maria-fumaça de Minas Gerais, eu não poderia deixar de lado esta experiência inesquecível e emocionante em Bento Gonçalves/RS. Diferente de tudo que já vi em Minas, a atmosfera criada pelos responsáveis do passeio deixam tudo ainda mais encantador. Impossível não ver lágrimas rolando nos rostos dos turistas quando, ao apontar a Maria-fumaça nos trilhos, com o apito típico dela, na estação de embarque/desembarque, e ainda uma linda música épica sendo tocada ao vivo. O nó na garganta é inevitável!


Apresentações artísticas, belas paisagens e degustações de vinho marcam todo o passeio. Antes
de embarcamos na estação de Carlos Barbosa, pudemos conferir a manobra feita pela máquina para voltar a Bento Gonçalves. E, diferente do que acontece em Tiradentes/MG, eles não utilizam a rotunda, mas, o movimento é tão encantador quanto o dos mineiros.
O soar do sino avisa que é hora do embarque. O passeio dura em média duas horas. São 23 km de passeio recheado por muita natureza e estradas também, pois, em alguns momentos os trilhos ficam paralelos às ruas da região. E, principalmente, não falta muita alegria, festa, música, teatro... Todas atrações típicas italianas e gaúchas.




Uma curiosidade: a locomotiva em que o passeio é feito serviu de cenário para cenas do filme O Quatrilho. Em todos os vagões, a inscrição de primeira classe já deixam clara a elegância do passeio. Na entrada, já recebemos taças personalizadas para, em cada parada, degustarmos vinho ou suco de uva.



Na estação de Garibaldi, cidade conhecida como a Capital dos Espumantes, um rapaz nos recebe ao som de música gaúcha e italiana enquanto degustamos espumante moscatel e suco de uva. É nesta cidade que fica a chandon, famosa pelos espumantes. A primeira vez que experimentei um espumante de qualidade foi o chandon. Até hoje aprecio bastante.

Em Garibaldi também fica a fábrica da Tramontina. Aliás, antes de ser conhecida pelos vinhos, o Rio Grande do Sul era famoso por ser referência em móveis planejados e pela fábrica da tramontina.

Durante toda a viagem, apresentações artísticas encantam os turistas. Eles apresentam a tarantela e esquetes cômicos que animam a viagem. Ao final, um grande baile se forma com os atores tirando os passageiros para dançarem. Tudo inesquecível!


Localização:Região Sul do Brasil. Município do estado do Rio Grande do Sul.

De avião, o aeroporto mais próximo fica em Caxias do Sul a 39 km. Já o aeroporto de Porto Alegre, capital do estado, fica a 120 km.



Visitei e recomendo: Maria Fumaça


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*Texto e crédito das fotos: Karina Motta

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Maria Fumaça de Rio Acima/MG

Despretensiosa, a cidade de Rio Acima, que fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e faz parte da Estrada Real, é famosa por suas cachoeiras. Além disso, todos sabem que tudo em Minas é "trem" até mesmo o trem de fato (risos), por isso, nada mais natural do que batizar a primeira maria fumaça em funcionamento na RMBH de trem das cachoeiras, que, posteriormente, foi alterado para Maria Fumaça de Rio Acima, pois, o único porém é que não chega até elas. É preciso caminhar. O trem deixa o turista na estação e é só fazer o restante do trajeto a pé ou de carro, passando por uma estrada de terra. Em todo caso, as atrações musicais, alguns pontos turísticos da cidade e as belezas naturais do caminho fazem o passeio valer a pena.

Quando o BLOG VIAGENS PELO BRASIL foi à cidade, o trem ainda não estava em funcio-namento. Conhecemos apenas a estação, mas, tem uma seguidora do nosso blog que foi e adorou o passeio. Por isso, pela primeira vez, o BLOG VIAGENS PELO BRASIL contará uma experiência de viagem a partir de outro olhar e de outra vivência. Agradecemos imensamente a participação e presteza da industriária aposentada, Maria Margarida de Brito, em aceitar nosso convite de entrevista para falar desta viagem feita por ela. E ainda ter disponibilizado as fotos do seu arquivo pessoal para postarmos aqui. 

A cidade é muito tranquila e simples. O que realmente chama a atenção é a bela paisagem e as cachoeiras muito visitadas. As mais conhecidas são Véu da Noiva, Santo Antônio e a Chicadona. Algumas referências da cidade são o casarão Viana, o Pontilhão, a capela de Santa Luzia e a igreja de Nossa Senhora das Dores e a de Santo Antônio.

Maria fumaça – A estação ferroviária em Rio Acima data de 1891. Logo depois do passeio de maria
fumaça, Margarida visitou o mini-museu que fica ao lado da estação. “Há maquetes, monitor e a maria fumacinha, que corre muito e é uma gracinha. Aqui,  conta-se toda a história a respeito das ferrovias mineiras. É muito bom. Também tem vários chapéus de maquinistas para que o turista possa tirar lindas fotos”, diz.

Pena que o trajeto é bem curto e, apesar do nome, o trem não leva a nenhuma cachoeira. Ficou mesmo a homenagem à fama da cidade. Por isso, em princípio, foi batizada de o Trem das Cachoeiras. O nome foi resultado de um concurso público realizado em 2009 com os alunos das escolas de Rio Acima. Na oportunidade, foram sugeridas três alternativas: Trem das Cachoeiras, Trem de Rio Acima e Trem do Alto Rio das Velhas e a primeira sugestão foi a vencedora por maioria simples. Daí o nome. Posteriormente, os responsáveis pelo passeio mudaram o nome para Maria Fumaça de Rio Acima. Mais condizente, aliás.  


São apenas sete km de passeio, com duração entre  30 e 50 minutos, que vai da estação ferroviária até o bairro Labareda. “Falaram que vão ampliar e eu queria que o passeio realmente fosse maior, mas adorei mesmo assim. Os vagões são antigos, há pessoas vestidas a caráter, com roupas de maquinistas e a paisagem é linda. Tudo muito bonito”, explica Margarida Brito. Além disso, no passeio, já a bordo do trem, poesias são recitadas e músicas clássicas são executadas por estudantes. “Adorei e até chorei. As músicas são lindas”, diz.


Na hora de voltar para Rio Acima, o trem para e é engatado em outro vagão. “Todos descem do trem e tiram várias fotos, depois partimos de volta”, afirma.

A aquisição locomotiva Elizabeth, que compõe o passeio de maria fumaça, foi resultado de uma parceria entre a prefeitura e o Centro de Referência Ambiental e Turística (Crat). Ela recebeu este nome na usina de Timbó, na Paraíba. Este trem já transportou 30 vagões de cana-de-açúcar antes de vir para Minas Gerais e tem características de guerra. Fabricado em 1924, pela empresa alemã Orenstein & Koppel, o modelo é o único em operação no Brasil e um dos mais antigos. São três carros de passageiros, com capacidade para até 44 pessoas cada.

Para colocar em funcionamento a primeira maria fumaça da Grande BH, a linha férrea e a estação foram reformadas, além de realizar estudos de viabilidade e implantação, compra dos carros de passageiros e a construção da garagem para abrigar o trem. Agora, é só embarcar neste trem!


Localização:

Rio Acima faz parte da Estrada Real. Região Central de Belo Horizonte. A cidade fica a 38 km da Capital mineira. 


Recomendo: 
Estação Ferroviária
Trem das Cachoeiras


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*Texto: Karina Motta


Crédito das fotos: arquivo pessoal Maria Margarida de Brito

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Overbooking de passeios em Pernambuco

Se o caro leitor é ávido por vivenciar e conhecer realmente o local para onde viaja, este post é para dividir uma experiência que deixou o BLOG VIAGENS PELO BRASIL bastante apreensivo, com medo de não ser possível visitar lugares importantes no estado de Pernambuco, onde a gestora do blog passou férias esse ano. Faço isso para que vocês, afoitos por passeios, não cometam o mesmo erro que eu. Mas fui lá! Reagendei, cancelei passeios que seriam em Alagoas, aumentei as diárias e os locais de hospedagem e tudo com a ajuda da melhor e mais competente agente de viagens que conheço: a Daniely Rodrigues. Indico muito! E no fim conheci tudo o que eu queria e muito mais! Faltou apenas Fernando de Noronha, mas esta viagem será específica e, desde que pensei em ir a Pernambuco, decidi não incluir a ilha para deixá-la para outra oportunidade.

Assim que agendei minhas férias, avisei para minha agente de viagens que queria conhecer a praia dos Carneiros e, de quebra, tudo que ficasse por perto para eu aproveitar muito.


Ela ficou de olho nas promoções e, quando o hotel e as passagens estavam com preços convidativos, ela entrou em contato comigo para fecharmos. A promoção estava extremamente boa e à medida que comprava combos de passeios, os descontos aumentavam. Empolguei com tantas opções por um preço razoável e fechei logo para não mudar o valor.


Quando questionei o valor tão bom, a agente explicou que era pacote fechado com inúmeros passeios. Entendi que como estava fechado, não poderia alterar os roteiros e deixei Maragogi que eu já conhecia e São Miguel dos Milagres, que ficam em Alagoas e não Pernambuco. Estávamos empolgados com as promoções e achei que era pacote fechado para ficar mais em conta. Por isso, de cara, não questionei locais alagoanos ao invés de pernambucanos nos passeios. Esclarecida a questão, fui correr atrás e coloquei minha agente de viagens doida para garantir que eu conhecesse não só Porto de Galinhas como o Instituto Ricardo Brennand, que não estavam no pacote.


Tinha ficado livre minha chegada e mais um dia. Como eu fazia questão de conhecer um dos mais famosos museus do mundo, o Instituto Ricardo Brennand, que fica em Recife, pensei que daria para encaixá-lo neste dia livre já que, infelizmente, sempre tenho que fazer os passeios culturais por conta própria porque as agências não oferecem ainda mais um local em que tem como atrativo inúmeras e belíssimas praias.

Foi então que minha agente percebeu que, como eu estava pagando no boleto, eles acrescentaram um valor e ela negociou para conseguir mais um passeio no lugar, que foi Cabo de Santo Agostinho. Fiquei feliz, mas lá se foi meu dia livre e ainda estava pendente o passeio que ganhei no pacote para conhecer Recife e Olinda.
Só que ela mesma já havia reservado este dia livre, que encaixou Cabo de Santo Agostinho para eu fazer o passeio opcional de buggy em Portode Galinhas, onde eu ficaria hospedada. Conclusão: ficou agendado um passeio para lugar que eu já conhecia e fora do estado que eu estava visitando, não tinha dia disponível para eu conhecer a cidade onde eu ficaria hospedada e o museu nem no sonho daria para encaixá-lo. O overbooking de passeio estava instalado! A expressão em inglês significa excesso de reservas. É quando a venda ou reserva de bilhetes ou passagens fica acima do número de lugares realmente disponíveis no veículo, aeronave, hotéis e restaurantes.
Fiquei apreensiva, mas, como faço tudo com muita antecedência, assim que recebi o voucher dos passeios e vi o equívoco (isso quase dois meses antes da minha viagem), comecei minha saga para conseguir encaixar todos os roteiros que eram referentes a Pernambuco e deixei minha agente de viagens louca para conseguir este feito.

Logo, pensei em cancelar Maragogi para acrescentar o museu. Só que apareceu Porto de Galinhas (que é um paraíso tanto quanto Maragogi) para este dia e fui quebrando a cabeça para achar uma data para garantir conhecer o Instituto Brennand, Porto de Galinhas e ainda Recife e Olinda, que estavam juntos e minha agente de viagens achou que daria para fazer no dia em que eu tinha um jantar temático e magnífico em Nova Jerusalém, mas ela tinha esquecido que este passeio não era só o jantar, era o dia todo, pois incluía Caruaru. Sentiu meu desespero, né!?
Como eu chegava de madrugada, minha agente pensou em trocar uma hospedagem e me colocar em Recife e não Porto de Galinhas para eu ficar mais perto do museu e ir. Pronto! Na chegada, de cara, conheceria o museu, cancelaria Maragogi para conhecer Porto de Galinhas e Recife e Olinda??? Não tinha dia!

Já estava desconsolada quando percebi que nem o museu eu poderia fazer no dia da chegada, pois era uma segunda-feira e, tradicionalmente, os museus não abrem neste dia de semana e com o Brennand não é diferente... Não apareciam soluções. Só mais empecilhos!

Percebemos que Olinda e Recife, então, tinham que entrar na minha chegada. Decidi mesmo manter Porto de Galinhas no lugar de Maragogi e também cancelei São Miguel dos Milagres, que fica em Alagoas para conhecer o museu.

Para eu não perder o investimento feito nestes passeios e ainda pagar pelos que eu estava substituindo, minha agente de viagens foi tentando permutas. Eu até pesquisei ir por conta própria ao museu, perder o que paguei para ir a São Miguel dos Milagres e ainda gastar mais com o translado.

Só que Porto de Galinhas fica distante 58 km de Recife e nenhuma empresa que presta esse tipo de serviço queria fazer só o museu. O receptivo quis cobrar muito caro, mas muito caro mesmo.

Deu certo! E já embarquei com tudo agendado para, como sempre, só curtir as maravilhas do local. Ajuste vai, ajuste vem, minha agente de viagens conseguiu fazer permutas com Maragogi e São Miguel dos Milagres e ainda acrescentou um dia à minha viagem pagando um pouquinho a mais, muito menos do que gastaria para chegar ao museu! Pensa se fiquei feliz... Imensamente alegre, felicíssima!!!!! Depois de muito trabalho e confusão, tudo resolvido. Teria um dia inteirinho à minha disposição para eu fazer o que eu quisesse, dois dias em Recife para conhecer o Instituto Brennand, a cidade, Olinda, que é bem próxima, e dedicaria todo o meu tempo para o lindo e cultural estado de Pernambuco!


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*Texto e fotos: Karina Motta