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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Olinda e Recife agregam patrimônio

Pernam-buco é mesmo muito rico cultural, arquitetô-nica, artística e historicamente falando. Ele é o quarto estado em número de bens tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

O conjunto de bens religiosos representa 50% das riquezas tombadas em Pernambuco. As fortalezas formam outro conjunto importante. Olinda, Recife e Caruaru, que o BLOG VIAGENS PELO BRASIL teve a honra de conhecer,  possuem belezas inigualáveis. A capital do estado tem grande parte de sua arquitetura tombada. Para cada canto que se olha nestas cidades é uma maravilha! 

 
Todo o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico do Recife Antigo, que inclui a praça  Rio Branco, conhecida como Marco Zero, foi tombado em 1998, pelo Iphan. São palácios, fortalezas, conventos, prédios, conjuntos urbanos e várias outras obras que mostram as diferentes fases e aspectos da capital pernambucana.

Recife surgiu em 1537 e se desenvolveu em meio ao encontro dos rios Capeberibe e Beberibe com o mar. A povoação se deu devido ao comércio durante o ciclo da cana de açúcar. Os holandeses invadiram a cidade em 1630. Assim como em São Cristóvão/SE. O Forte de São João Batista do Brum e a Fortaleza de São Tiago das Cinco Pontas são exemplos do patrimônio arquitetônico do período holandês.

 

O estado ficou sob o domínio holandês por 26 anos e a influência é grande. Este prédio foi o último em Recife construído sob a influência e recursos financeiros da Holanda. 

Além dos portugueses também. O patrimônio azulejar deixado pelos portugueses é um dos mais ricos e antigos do Brasil, com exemplares que remetem ao início do século XVII.


Patrimônio Mundial – Olinda e frevo são Patrimônio Mundial, título reconhecido pela Unesco. A dança/música é a manifestação cultural considerada também Patrimônio Imaterial da Humanidade desde 2012. E Olinda representa o patrimônio cultural material.O frevo é a maior referência do patrimônio imaterial pernambucano. É muito marcante em Recife e em Olinda. Compõe a raiz da música brasileira. Na dança, o frevo se manifesta em jogo de braços e de pernas fazendo menção aos capoeiristas, que, dizem, assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia.


Olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco. A primeira foi Ouro Preto/MG. Já o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico olindense havia sido tombado, pelo Iphan, em 1968.

 
É no carnaval, com o desfile do famoso Galo da Madrugada, que a apresentação de frevo é mais marcante. Ele foi criado em 1978 e é realizado nas ruas estreitas de Recife, como Travessa do Forte (o ponto de partida), Forte das Cinco Pontas, rua Imperial, avenida Datas Barreto, praça Sérgio Loreto, avenida Sul, rua Saturnino de Brito, rua Imperial novamente, praça Sérgio Loreto novamente, rua do Muniz, avenida Dantas Barreto novamente, praça da Independência, avenida Guararapes e rua do Sol. Há uma réplica do galo na praça Boa Viagem em Recife.  

As casas coloridas de Olinda lembram o PelourinhoSalvador  e a pequena Lavras Novas, em Ouro Preto. O estilo arquitetônico é diversificado com prédios coloniais do século XVI, fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX, e obras do início do século XX.

 

Cabo de Santo Agostinho - Na cidade, igreja de Nossa Senhora de Nazaré e ruínas do Convento Carmelita fazem parte do patrimônio histórico.

 
 
Feira de Caruaru - Caruaru, o Agreste pernambucano, tem em sua famosa feira a manutenção da tradição, arte  e cultura em forma de produtos. São feitos de couro, barro (nas figuras criadas por Mestre Vitalino), redes, brinquedos, cordel, farinha, ervas e raízes medicinais. Estas lembraram muito o Ver-o-Peso  em Belém.



Localização:
Recife, capital de Pernambuco e Olinda fica a 15 km de Recife. Caruaru fica a 130 km da Capital.


Visitei e recomendo: 
Recife
Olinda
Caruaru

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*Texto e fotos: Karina Motta

sábado, 10 de dezembro de 2016

BH nos semáforos

Este ano a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), implementou o projeto Cidade Revelada – Interpretação e Sinalização do Patrimônio Histórico, que tem o objetivo de valorizar o patrimônio cultural e histórico da cidade. Desenvolvido em parceria com a BHTrans, ele  promove a instalação de novas máscaras nos semáforos de pedestres de Belo Horizonte com a finalidade de representar e revelar à população seus monumentos. A sinalização funcionará exatamente como as tradicionais, indicando os tempos verde e vermelho para a travessia dos pedestres.

Esta é uma forma de destacar os principais patrimônios culturais da cidade, ressaltando ícones consagrados por seus valores históricos e preceitos arquitetônicos. A ideia é despertar a curiosidade da população e permitir que os moradores tenham um novo olhar sobre a cidade.

Na primeira etapa foram instaladas 200 máscaras novas nas proximidades de monumentos da região Centro-Sul e no entorno da rua da Bahia, das avenidas Afonso Pena e Álvares Cabral e da praça da Estação (Museu Inimá de Paula, CRModa, Museu da Imagem e do Som, Espaço Cento e Quatro, Cine Theatro Brasil Vallourec, Conservatório da UFMG, Funarte, Prefeitura, Serraria Souza Pinto, Teatro Francisco Nunes, Teatro Marília e Museu de Artes e Ofícios) e também no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto, no bairro Cidade Jardim, e na região da Pampulha, evidenciando o Conjunto Moderno.

Na segunda etapa, instalou 160 novas máscaras nos semáforos de pedestres do entorno de 15 templos católicos e evangélicos de Belo Horizonte. Receberam as novas máscaras, os semáforos do entorno das seguintes igrejas: 2ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, Igreja São José, Igreja Metodista do Brasil, Igreja Ortodoxa São Jorge, 1ª Igreja Batista de Belo Horizonte, Capela Nossa Senhora do Rosário, Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, 1ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, Capela do Instituto Metodista Izabela Hendrix, Igreja Santa Efigênia, Igreja Nossa Senhora de Fátima, Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Correia, Igreja de Nossa Senhora das Dores e Capela da Igreja de Nossa Senhora do Líbano.

Totens e placas de sinalização também foram instaladas na cidade.O material bilíngue traz informações históricas sobre bens considerados patrimônio cultural do município.


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*Texto e fotos: Karina Motta

domingo, 9 de junho de 2019

Memorial Minas Gerais, Vale?!

Uma ironia comentada por muitos depois das tragédias ocorridas em Mariana e Brumadinho por culpa da Vale: ter um memorial sobre Minas Gerais com o nome da empresa! A proposta já na apresentação no site do museu é ser caracterizado como museu de experiência e trazer a alma e as tradições mineiras contadas de forma original e interativa. “Cenários reais e virtuais misturam para criar experiências e sensações que levam os visitantes do século XVIII ao século XXI”, explica no endereço eletrônico. E a memória da destruição? Triste...


E pior. Afirma que atua nos cinco continentes de forma responsável e comprometida com o desenvolvimento sustentável. E ainda: “o memorial coloca em contato direto presente e passado promovendo, com esse gesto, outras formas de aproximação do público com as questões que atravessam nosso tempo”. Infelizmente, não é assim. Apenas uma menção aos mar de lama que assolou a comunidade de Brumadinho é apresentada: “informações sobre Brumadinho: a Vale continua empenhando todos os seus esforços no socorro e apoio aos atingidos. Saiba todas as ações em vale.com/brumadinho”.

É indiscutível que a mineração tem seus benefícios e trouxe muito desenvolvimento para a humanidade, mas o que não se pode esquecer é de se promover tudo com responsabilidade, sustentabilidade e sem ganância. Assim, todos saem ganhando e muito.


Prédio – Desde 2010, o museu funciona onde era a sede da Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais. A construção é de 1897 e foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha/MG.

Espaços do Museu – O museu funciona em três andares e ocupa 31 salas. Tecnologia e tradição se misturam. No primeiro piso, é possível conhecer a vida e a obra de artistas símbolos de Minas Gerais. Há também cafeteria, cyber lounge, Espaço Ler e Ver e Midiateca.

No segundo piso, a identidade mineira é o foco, com cidades mineiras, a vida dos mineiros no passado, sua formação, suas famílias e os homens públicos do Estado. Não podendo faltar as fazendas e vilas, o barroco, arqueologia...

 
 
 
  
 
  
 
  
  
  
 
As exposições temporárias ficam no terceiro piso. Apresentam “os novos talentos de Minas Gerais. Além de ter um auditório para eventos culturais e educativos diversos como espetáculos, cinema, palestras e apresentações musicais, dentre outros. Neste piso se encontra ainda o Corredor das Artes com registros de grandes artistas mineiros das artes plásticas e espaços culturais do Estado”, como explica no site.
  

Circuito Cultural Praça da Liberdade – Em 2010, a praça da Liberdade e seu centro administrativo foi transformada em um complexo cultural. Todos os prédios passaram a ser ocupados por museus, mas, antes disso, já funcionavam atividades voltadas à arte, à cultura e à preservação do patrimônio. 

No prédio que era destinado à secretaria de Estado de Educação, por exemplo, já funcionava o museu da escola, que depois foi transferido para o Instituto de Educação. Além disso, o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública, o Museu Mineiro já movimentavam culturalmente a praça e seu entorno.

Desde 2015, o Circuito é gerido pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).
Hoje o Circuito Liberdade é composto por 15 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, voltados para a cultura e arte. Destas, oito são geridas diretamente pelo Governo do Estado e os outros sete funcionam por meio de parcerias público-privadas ou parcerias com instituições públicas federais. São responsabilidade do Estado: a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade, o Arquivo Público Mineiro, o Museu Mineiro, o Centro de Arte Popular Cemig, o Cefart Liberdade, o BDMG Cultural e a Rainha da Sucata (Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade e Hub Minas Digital). Já os geridos por parceria são: o Espaço do Conhecimento UFMG, o MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal, o Memorial Minas Gerais Vale, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Horizonte Sebrae – Casa da Economia Criativa, a Casa Fiat de Cultura e a Academia Mineira de Letras.

Visitei e recomendo:
Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte

Localização:
O CCBB-BH fica na praça da Liberdade em Belo Horizonte, esquina com Gonçalves Dias.



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