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sábado, 4 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019

O BLOG VIAGENS PELO BRASIL conseguiu realizar muitos sonhos em 2019 como conhecer a gruta do Lago Azul, em Bonito. E acrescentamos mais um estado à nossa lista dos visitados: Mato Grosso do Sul. Fomos a muitas exposições de arte em Belo Horizonte e vários restaurantes também. Inclusive, experimentamos a carne de jacaré preparada de diversas formas e ainda conhecemos um restaurante que também é uma galeria de arte . Foi um desafio enorme, pois escolhemos viagens que privilegiaram o ecoturismo e o caro leitor sabe o quanto sou sedentária e nada adepta a aventura. Além disso, a partir de junho, minha mãe de 78 anos veio morar conosco e o improviso de deixá-la com outras pessoas ou irmãos para o casal BLOG VIAGENS PELO BRASIL passear sozinhos não deu certo e em dezembro decidimos levá-la junto. Fomos a um hotel fazenda para sentirmos o clima de como será viajar com ela. Deu certo por ser mais tranquilo, porém, agora sabemos que não poderemos viajar mais para longe (ela não anda de avião) nem poderemos sair em busca desenfreada de conhecer o máximo possível de pontos turísticos, pois ela é mais lenta por conta da idade. Mas no final tudo deu certo. Arqueologia, natureza, cachoeiras, flutuação, safari, chalana, lancha... muita coisa fez parte dos nossos passeios. Vejam o resumo:

Janeiro:
Pela primeira vez, passamos o réveillon em casa. Parece que eu estava adivinhando que não moraria o ano todo ali e que tinha que começar o ano no apartamento que tem um espaço enorme guardado em meu coração.
Fevereiro:
Comemoramos meu aniversário e o de namoro no restaurante Faz de Conta, em Nova Lima/MG, que é muito bonito e comida farta e deliciosa. Paga um valor fixo e come-se à vontade a verdadeira comida mineira. Sem falar nos petiscos que passam toda hora como rodízio.
Março:
Foi o mês do carnaval. Aproveitamos para curtir vários blocos de rua de Belo Horizonte. Foi muito divertido. Começou aí nossa maratona para superarmos o sedentarismo. Acompanhamos uns 10 blocos diferentes e alguns fomos a pé de um bairro a outro já que o trânsito estava interditado em várias partes da cidade.
Abril:
Conferimos a exposição do artista chinês Ai Weiwei e ainda jantamos no restaurante Teu Caso, que funciona como galeria de arte também.
Maio:
Fomos a São Paulo para assistirmos uma missa na igreja de Santo Ivo. Meu marido é advogado e este é o padroeiro da profissão.
Junho:
Mês especial. Foi o cinquentenário de vida do meu marido e fomos a Conceição do Mato Dentro/MG conferir os sítios arqueológicos que há por lá.
Além disso, foi um passo importante em nossas vidas. Mudamos da região da Pampulha para o centro da cidade de Belo Horizonte. Ficamos pertinho da praça Raul Soares, edifício JK, que é bem conhecido e um projeto de Niemeyer e do mercado central.
Julho:
Acompanhamos a exposição DreamWorks. Foi muito divertido
Agosto:
Ah... Oh mês abençoado. Realizei o sonho de conhecer a gruta do Lago Azul e ainda fiz flutuação em um rio de águas límpidas. Realmente parecia que eu estava nadando em um aquário natural mesmo. Vimos araras de muito perto. Impressionante, magnífico e excelente passeio!
 
 Atípico e acho que a última vez que fizemos isso, foi conhecer apenas o aeroporto da capital do estado para onde estamos viajando. Não daria tempo de Conhecer Campo Grande, por isso, apenas registramos as esculturas com as referências do estado: o tuiuiu e o terere. Digo isso,  porque agora que minha mãe não anda de avião, creio que será muito difícil viajarmos por este meio de transporte tão cedo.
Conhecemos o Pantanal Sul e fizemos até safari também.
Setembro:
Fomos a alguns restaurantes de BH e ainda assistimos a um concerto ao ar livre na praça da Savassi da orquestra Filarmônica. 
Outubro:
Comemoração de aniversário de casamento em um paraíso mineiro, o mar de Minas, que é Capitólio
Teve até passeio de lancha pelo lago de Furnas.
E ainda conhecemos a hidrelétrica de Furnas.
Fomos ao restaurante Vechio Sogno em BH, que tem um chef premiadíssimo, o Ivo Faria. 
Novembro:
Conhecemos uma sorveteria chamada dona Nuvem que está fazendo muito sucesso por enfeitar seus sorvetes com algodão doce. Uma diversão tremenda. Ainda fomos a outros restaurantes belo-horizontinos
E ainda deu tempo de visitarmos a exposição do artista Paul Klee no CCBB/BH
 
Dezembro:
Ah fomos rever a magia do presépio do Pipiripau
Conhecemos outros restaurantes de BH
Foi um ano atípico por ter passeios de aventura, mesmo que com moderação, mas muito bem aproveitado e divertido. Que venha 2020!


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sábado, 14 de setembro de 2019

Monumento Pantanal Sul no aeroporto de Campo Grande

Acho que pela primeira vez o BLOG VIAGENS PELO BRASIL vai para um lugar apenas sem conhecer a região ou pelo menos a capital do estado de onde estamos. Portanto, em nosso passeio ao Mato Grosso do Sul, focamos Bonito e somente demos um pulinho na cidade mais próxima do Pantanal. Em Campo Grande, por falta de tempo, ficamos apenas no aeroporto mesmo.



Assim, conhecemos exclusivamente o Monumento Pantanal Sul, com três tuiuiús, símbolo do Pantanal, localizado em frente ao aeroporto internacional de Campo Grande, que dão as boas-vindas aos turistas. Ele foi revitalizado em 2017 pelo artista plástico Cleir, criador da obra. Nesta oportunidade, recebeu reforço de aço e concreto para suportar as intempéries da natureza como sol e chuva.

Perto dali, há também uma escultura enorme de tererê, parece com chimarrão, mas é gelado.

 
O aeroporto foi inaugurado em 1964.

Como nosso voo foi noturno, chegamos meia noite e meia em Campo Grande, mas só tinha traslado compartilhado às 10 horas. Neste caso, transporte privativo ou táxi ficaria bem mais caro, então, resolvemos pernoitar em um hostel na cidade e depois voltar para o aeroporto. Escolhemos Mary Hostel. A dona é muito receptiva, acolhedora mesmo e, apesar das diárias começarem às 12 horas, ela abriu as portas da sua casa de madrugada para nos dar abrigo. Ao acordarmos, o café já estava servido. O quarto é excelente. Confortável e roupa de cama limpinha.


Localização: O aeroporto de Campo Grande fica na Av. Duque de Caxias a 5 km do centro da cidade.


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*Texto e Fotos: Karina Motta

sábado, 7 de setembro de 2019

Um pouco do Pantanal sul-mato-grossense

O caro leitor do BLOG VIAGENS PELO BRASIL sabe que adoro desbravar os locais por onde passo e tento conhecer o maior número de pontos turísticos da região para onde vou, mas, dessa vez, não deu nem para visitar a capital do estado onde passei minhas férias, que é Campo Grande. Fui para Bonito, no Mato Grosso do Sul. Porém, vamos combinar: conhecer Bonito apenas já é ter contato o que há de mais lindo no estado. Entretanto, nosso nobre seguidor também sabe que nós sempre damos muita sorte em encontrar as pessoas certas para nos ajudar pelo caminho. E, não é que já estava frustrada pelo Pantanal e Campo Grande serem longe e não dar tempo para conhecê-los, quando a agência que fez meu receptivo e deu toda a assistência para explorar Bonito me mostrou que eu poderia ter uma noção do Pantanal ao visitar o município que fica ao sul do estado e ter um day-use em uma fazenda para sentir o gostinho pantaneiro? E aí estamos aqui na Fazenda San Francisco, em Miranda.

Chegamos à fazenda e já somos recepcionados pelas araras canindé, que ficaram pertinho da gente. Ahhh difícil escolher qual espécie mais me encantou: a de cor vermelha ou a de azul de papo amarelo. Quer saber? Impossível escolher! Fico com as duas!


 

  
 
O passeio inclui um safári de manhã para tirar fotos com trilha na mata ciliar do rio Miranda. O som do berrante avisa que está na hora de embarcar. É uma pequena aventura realizada em carros próprios de safári mesmo.

Jacaré, capivara, sucuris (dispenso - risos). Tenho muito medo de cobra - mais risos) e carcarás podem ser vistos.
 
 
Em nosso passeio, vimos muitos jacarés, capivaras, emas, pássaros. Alguns cervos e dois tuiuiús ao longe. Mas só de saber que estavam ali e são o símbolo do lugar, fiquei com um sorrisinho no rosto.

 
 
  
Só de aves, o Pantanal possui 485 espécies diferentes dentre tucano, arara, garça, cegonha e gavião.

Apenas na Fazenda San Francisco, já conseguiram catalogar 352 espécies. Foram, inclusive, instaladas trilhas especialmente para a observação das aves.

Quanto aos mamíferos, há o registro de 33 espécies de médio e grande porte na fazenda. Cervo e capivara são alguns deles.

Dentre os répteis, claro que o jacaré do Pantanal é o mais fácil de ser visto. Em cada canto tem um.
 
 
 
 
O turista passa por áreas de mata nativa, Pantanal e campos de arroz irrigado.

 
 
É possível observar, também, o encontros das águas dos rios Corixo São Domingos com o Miranda.


Para conhecer ainda mais o funcionamento da fazenda, é feito um pequeno tour no local de criação de gado para se ter uma ideia de como o local funciona e suas atividades produtivas, que se especializou em criação de gado e cultivo do arroz. Aliás, atividades presentes em todas as fazendas que vi na região. Agora, há criação de búfalos também, pois eles são mais fortes e ficam juntos em caso de ataque de onça. Estava morrendo muito boi e vaca por causa das onças que os comiam. Misturar os búfalos entre eles, diminuiu esse tipo de ataque.
Por falar em onça, ela não deu o ar da graça. Já sabia que durante o dia é difícil vê-la, mas sempre fica a expectativa de turista. Teve uma que ficou hospedada na fazenda e conseguiu ver duas onças na focagem noturna.


E depois de ter saído da minha zona de conforto para curtir Bonito, permitindo-me um pouco de adrenalina, chego ao Pantanal para, à tarde, relaxar de vez. Esta é a hora do passeio de chalana para pesca de piranha. Ele é realizado no rio Corixo São Domingos - um braço do Rio Miranda.

 
Na verdade nem eu nem meu marido conseguimos pescar nada, mas valeu a brincadeira. A pesca esportiva de piranhas é bem pitoresca.

 
Aqui também é momento de observar os animais que vivem nas margens dos rios como o martim pescador, biguas, garças, socós, gaviões...

E aqui se consegue ver o jacaré bem de pertinho. Vários!

O guia joga peixe para os gaviões, que ele já conhece e deu nome para cada um e para o jacaré. Assim, é possível vê-los muito de perto se alimentando.

Fomos em agosto, portanto, período de seca que vai de junho a outubro. Por isso, conseguimos caminhar na trilha na mata ciliar do corixo e conhecer a vegetação típica como a figueira mata pau, figueira branca, acuri, piuva, angico além de diversos cipós podem ser conhecidas.

 
 

Outra caminhada que fizemos foi na Trilha da Vazante com visita ao Mirante. Ela é feita em uma ponte de madeira sobre uma área que às vezes está inundada, outras, seca e fica na reserva florestal da Fazenda San Francisco. 

São 900 metros de extensão e ao final encontramos um mirante com 10 metros de altura que propicia excelente vista da paisagem pantaneira. E onde é feita a observação de animais para catalogá-los.

Durante o trajeto, é possível passar por área aberta da mata. 

A fazenda se preocupa em apoiar a preservação ambiental e desenvolve vários projetos de conservação. O Ecologia da Jaguatirica (Leopardus pardalis) e Estudo de densidade e viabilidade econômica da palmeira Carandá (Copernicia alba) são alguns deles.

A San Francisco ganhou, inclusive, o título de Criador Conservacionista, CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, apoiando na reabilitação e re-introdução de animais silvestres que foram resgatados do comércio ilegal.

Desde 2003, a Fazenda San Francisco é a sede do Projeto Gadonça, que estuda a predação do gado por Onça-pintada (Pantera onça) e Onça-parda (Puma concolor).
O almoço está incluído no passeio e puxa mais para pratos pantaneiros.


Pantanal – Um minimuseu está incluído neste passeio. 

A região é a maior área continental alegável do mundo. São 210 mil km² em três países da América do Sul: Paraguai, Bolívia e Brasil. A maior parte (140 mil km²) está no Brasil. A região possui duas estações bem distintas anualmente a seca e cheia. O rio Paraguai é o principal. Há outros 175 que desembocam nele.

 

Localização:
A fazenda fica no município de Miranda. São 160 km de distância de Bonito (cerca de duas horas). Está na BR 262, km 583.

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*Texto e Fotos: Karina Motta