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terça-feira, 2 de julho de 2013

Praças e museus quase sempre juntos em BH

Inúmeros museus e praças compõem a cultura e arquitetura de Belo Horizonte. Não obstante, por vezes, eles dividem o mesmo espaço. Porém, advirto o prezado leitor que, neste post, não falarei sobre o conjunto arquitetônico da Pampulha, com seus museus,  por já ter abordado o assunto no blog. Então, vamos aos lugares que conjugam museu e praça primeiro e depois abordarei em outro texto os museus que mais gosto e que não ficam em praças e, é claro, outro para falar das praças mais famosas, mas, sem museus.

Crédito: internet
Um dos belos cartões-postais de BH é a praça da Liberdade. Inclusive, a famosa feira de artesanato da cidade já funcionou lá há alguns anos. Ela era cercada de prédios que antes pertenciam à administração estadual, com todas as secretarias de estado. Cada um com seu estilo desde o clássico até o moderno. Por si só os prédios já são verdadeiros conjuntos de arte. Sem falar nos jardins inspirados no palácio de Versalhes. Atualmente, todas as construções deram lugar a museus e ocupam o chamado Circuito Cultural da Praça da Liberdade com o Espaço Tim UFMG do Conhecimento, com planetário, observatório astronômico e salas sobre o universo, a vida na Terra e o meio ambiente; o Memorial Minas Gerais – Vale, que fala das tradições mineiras e o museu das Minas e do Metal, que abusa da tecnologia e ambientes virtuais para que o visitante conheça o universo dos minerais que construíram este estado.


A biblioteca pública Luiz de Bessa completa o circuito cultural e também foi projetada por Oscar Niemeyer a pedido de JK. Antes disso, havia apenas o museu de mineralogia. Logo no início, a construção pós-moderna recebeu o apelidado de Rainha da Sucata. Havia também o museu da Escola (que hoje funciona em outro local, no Instituto de Educação). Aliás, um prédio da praça que sempre recebeu visitas por sua beleza, história e arquitetura é o Palácio da Liberdade, que, por muitos anos, abrigou a sede do governo mineiro. Além disso, na praça, há outro edifício que não é museu, mas tem importância, cultura e beleza tanto quanto: é o prédio Niemeyer. Aliás, o arquiteto que deu nome à construção inspirou-se nas montanhas de Minas para mais este projeto em BH.

Crédito: Wagner Dias Ferreira
Tão bonita quanto a praça da Liberdade é a Rui Barbosa ou da Estação. O estilo é neoclássico e tem o
primeiro relógio público da cidade instalado no prédio que abrigou a estação ferroviária. Estátuas representam as quatro estações, dois leões e dois tigres, além da ninfa enfeitando a fonte. E uma escultura mostra fatos importantes da história de Minas por meio do Monumento à Civilização Mineira (Terra Mineira). Junto a ela, temos o Museu de Artes e Ofícios. Ele representa o universo do trabalho, com objetos, fotos e vídeos.

Visitei e recomendo:
Praças: da Liberdade, Rui Barbosa (da Estação),
Circuito Cultural da Praça da Liberdade (Espaço Tim UFMG do Conhecimento, com planetário; e o museu das Minas e do Metal)
Biblioteca Pública Luiz de Bessa
Palácio da Liberdade
Prédio Niemeyer
Museus:  de Mineralogia (Rainha da Sucata), da Escola, de Artes e Ofícios



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                                                                                                                           *Texto: Karina Motta


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Praças e museus quase sempre juntos em BH

Inúmeros museus e praças compõem a cultura e arquitetura de Belo Horizonte. Não obstante, por vezes, eles dividem o mesmo espaço. Porém, advirto o prezado leitor que, neste post, não falarei sobre o conjunto arquitetônico da Pampulha, com seus museus,  por já ter abordado o assunto no blog. Então, vamos aos lugares que conjugam museu e praça primeiro e depois abordarei em outro texto os museus que mais gosto e que não ficam em praças e, é claro, outro para falar das praças mais famosas, mas, sem museus.

Um dos belos cartões-postais de BH é a praça da Liberdade. Inclusive, a famosa feira de artesanato da cidade já funcionou lá há alguns anos. Ela era cercada de prédios que antes pertenciam à administração estadual, com todas as secretarias de estado. Cada um com seu estilo desde o clássico até o moderno. Por si só os prédios já são verdadeiros conjuntos de arte. Sem falar nos jardins inspirados no palácio de Versalhes. Atualmente, todas as construções deram lugar a museus e ocupam o chamado Circuito Cultural da Praça da Liberdade com o Espaço Tim UFMG do Conhecimento, com planetário, observatório astronômico e salas sobre o universo, a vida na Terra e o meio ambiente; o Memorial Minas Gerais – Vale, que fala das tradições mineiras e o museu das Minas e do Metal, que abusa da tecnologia e ambientes virtuais para que o visitante conheça o universo dos minerais que construíram este estado.

Imagem da internet. Na foto, Rainha da Sucata e antigo prédio da SEE
A biblioteca pública Luiz de Bessa completa o circuito cultural e também foi projetada por Oscar Niemeyer a pedido de JK. Antes disso, havia apenas o museu de mineralogia. Logo no início, a construção pós-moderna recebeu o apelidado de Rainha da Sucata. Havia também o museu da Escola (que hoje funciona em outro local, no Instituto de Educação). Aliás, um prédio da praça que sempre recebeu visitas por sua beleza, história e arquitetura é o Palácio da Liberdade, que, por muitos anos, abrigou a sede do governo mineiro. Além disso, na praça, há outro edifício que não é museu, mas tem importância, cultura e beleza tanto quanto: é o prédio Niemeyer. Aliás, o arquiteto que deu nome à construção inspirou-se nas montanhas de Minas para mais este projeto em BH.
Crédito: Karina Motta

Imagem da internet - praça da Estação
Tão bonita quanto a praça da Liberdade é a Rui Barbosa ou da Estação. O estilo é neoclássico e tem o primeiro relógio público da cidade instalado no prédio que abrigou a estação ferroviária. Estátuas representam as quatro estações, dois leões e dois tigres, além da ninfa enfeitando a fonte. E uma escultura mostra fatos importantes da história de Minas por meio do Monumento à Civilização Mineira (Terra Mineira). Junto a ela, temos o Museu de Artes e Ofícios. Ele representa o universo do trabalho, com objetos, fotos e vídeos.


Crédito: Wagner Dias Ferreira


Visitei e recomendo:
Praças: da Liberdade, Rui Barbosa (da Estação),
Circuito Cultural da Praça da Liberdade (Espaço Tim UFMG do Conhecimento, com planetário; e o museu das Minas e do Metal)
Biblioteca Pública Luiz de Bessa
Palácio da Liberdade
Prédio Niemeyer
Museus:  de Mineralogia (Rainha da Sucata), da Escola, de Artes e Ofícios



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                                                    * Texto: Karina Motta

domingo, 17 de março de 2019

Brado por um turismo com mais passeios a museus

Finalmente consegui conhecer o museu Instituto Ricardo Brennand no Recife. Foi uma labuta. Como disse, minha agente de viagens já organizou de antemão todos os dias do meu passeio em Pernambuco para não faltar nada e se empenhou para resolver tudo quando deu overbooking de passeios.

O caro leitor do BLOG VIAGENS PELO BRASIL já sabe que amo museus e fiquei desesperada (olha o drama! Risos) ao saber que pisaria os pés no lugar onde está o segundo museu brasileiro mais conhecido do mundo e não iria visitá-lo por conta da agenda corrida. E que tem uma riquíssima coleção de obras de arte como cópia de David de Michelangelo, A Dama e o Cavalo de Bottero e uma fundição atual de O Pensador de Rodin.

São Cristóvão
Vou começar uma campanha para as agências se dedicarem a passeios a museus além do city-tour, que por definição é apenas para ter uma noção dos pontos turísticos da cidade e voltar com calma nos que mais nos atrai. Gosto, mas tenho visto que não tem muita demanda de passeios culturais como visita a museus quando se trata de locais com praias. A prioridade do turista é mesmo o mar. Por isso, sempre pago um táxi para otimizar meu tempo e conhecer pontos fora dos passeios opcionais e city-tour ou insisto com o receptivo para me levar, como fiz em São Cristóvão/SE ou mesmo em Olinda/Pernambuco, quando priorizaram as compras de artesanato e lembrancinhas e eu fugi para conhecer, ao menos por fora, prédios magnífcos e cheios de história e cultura.
Em Olinda
Imagem: Marcelo Dias / Futura Press / Estadão Conteúdo
Em 2017, o mundo chorou o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro. E abriu-se uma discussão sobre a importância de se proteger e incentivar a cultura museológica em nosso país.

  
Minha agente de viagens sugeriu que eu conversasse com o guia do city-tour para me deixar no Instituto Ricardo Brennand e eu encontrá-lo mais tarde para continuarmos o passeio, mas eu também não queria deixar de conhecer a cidade (pessoa exigente e curiosa!... - sou mesmo! Risos). Fui à luta no meu intento de conseguir a segunda visita mais esperada depois de Carneiros (olha eu aí também privilegiando mar (mineira já viu, né?!), mas lá há uma pegada museológica. O que mais me encantou desde sempre em Carneiros foi a histórica igreja construída em plena areia da praia).

Para se ter uma ideia da dificuldade (overbooking) de conseguir que alguém em Porto de Galinhas, onde ficaria hospedada originalmente, levasse-me ao Brennand, cito os inúmeros e-mails e ligações que fiz além de acionar minha agente de viagens para tentar, concomitantemente, encontrar a melhor solução.

  
Queria garantir, antes mesmo de embarcar, que conheceria tudo que tinha interesse. E minha agente de viagens é fenomenal mesmo! Conseguiu, inclusive, que eu não perdesse o dinheiro dos opcionais que eu desisti para ir ao museu, fazendo uma permuta deles por diárias em Recife.
  
  
  
Da minha parte, mandei e-mail para a empresa, que seria o meu receptivo em Pernambuco e tentei negociar e garantir meu passeio ao museu, mas não consegui. Eles realmente não têm essa opção e o privativo ficaria muito caro por eles. Já fui pensando na alternativa de combinar com um taxista mesmo ou indicação de alguém no hotel que pudesse me levar, mas também ficaria caro.


Tentei com várias empresas que prestam serviço de transfer e todas foram unânimes em afirmar que, exclusivamente, não levariam para o museu. Fui mandando whatsap para um e outro, ligando, mandando e-mail para garantir minha visita, mas todos muito resistentes. Acabei encontrando uma empresa que cobrou um valor razoável, mas eu não tinha referências e como todos se negaram, desconfiei.

Até que, finalmente, minha agente de viagens apareceu para salvar minha viagem. Ela conseguiu uma permuta e aumentei um dia em meu pacote garantindo duas estadias em Recife para eu ficar com um dia inteirinho à disposição do museu.



Porém, foi uma novela até ela finalizar. Quando decidiu trocar minha hospedagem na chegada para Recife e não Porto de Galinhas, descobri que o museu, como a maioria, não abre na segunda. Depois, a alternativa que era visitá-lo antes de embarcar para a volta para casa também não colou porque ele só começa a funcionar a partir das 13 horas e meu voo era para as 14.

Entretanto, profissional que se esmera em garantir a alegria e satisfação do cliente sempre dá um jeitinho de solucionar os percalços que aparecem e assim foi. Pelo menos, sei que na Daniely Rodrigues posso confiar. Imagina se eu ia deixar de conhecer um dos museus mais famosos do mundo! E consegui! Fique feliz da vida, registrando as maravilhas de Brennand.

Então, depois de toda essa saga, deixo meu chamado aqui para que as agências de turismo brasileiras incluam em seus pacotes passeios opcionais a museus, principalmente, quando se trata de espaços reconhecidos mundialmente pela importância, riqueza e arte.

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*Texto e fotos: Karina Motta