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domingo, 11 de agosto de 2019

Carne de jacaré faz parte da gastronomia do Mato Grosso do Sul

Bebida típica é o tererê, uma espécie de chimarrão gelado e a carne típica fica por conta do jacaré

O caro leitor do BLOG VIAGENS PELO BRASIL sabe o quanto aprecio a gastronomia dos locais por onde passo. Adoro conhecer novos sabores e em Bonito revisitei alguns pratos que já havia consumido, mas que são mais difíceis de serem encontrados. O centro da cidade conta com restaurantes e bares, que servem diferentes tipos de pratos e bebidas típicas. Os peixes da região, a carne de jacaré e frutas exóticas são representantes da gastronomia do Mato Grosso do Sul. Ter ficado hospedada no centro de Bonito facilitou muito nossa incursão gastronômica.

Para quem não quer se arriscar muito, mas pretende provar a carne de jacaré, há pastéis feitos com ela. É uma forma simples de experimentar. O point é o Pastel Bonito. Eu já conhecia a proteína. Tive a oportunidade de comer em uma churrascaria em Belo Horizonte, onde moro e não estranhei aqui, mas ela é dura. Sabendo que não é comum e para dar a oportunidade de o turista experimentar, todos os restaurantes servem ainda a porção para degustar. É um pouquinho só. Mas, confesso, que não gosto. Mesmo o filé é duro e o filé vem do rabo do animal. Nunca imaginei que a carne mais macia seria a do rabo! Risos.
Adoro peixe e provar os da região foi uma delícia. Tem pacu na brasa e tilápia em praticamente todos os restaurantes que você vá. Peixe com molho de urucum também é frequente.
A Casa do João foi indicada em minhas buscas na internet como um dos mais renomados restaurantes de Bonito e, claro, que eu não poderia deixar de visitá-lo! É recheado da verdadeira comida pantaneira. Os pratos mais famosos são jacaré, traíra sem espinhos e pintado ao molho de urucum. Este é um prato bem típico. Pedi e também a rabada pantaneira com mandioca e agrião. Uma delícia! Aqui provamos a isca de jacaré com grelhada com cenoura.
 
 
 
Por coincidência, sigo um grupo nas redes sociais sobre restaurantes de BH e não é que uma pessoa abriu exceção e indicou um em Bonito? O Juanita. A recomendação do prato principal foi o pacu na brasa com alcaparras, que é uma porção bem generosa e tem como acompanhamentos brócolis, batata, pirão, arroz e farofa de banana. Apresentação impecável e bom atendimento. De entrada, pedimos o bolinho de costela recheado com queijo.
  
Quero apenas constar que fui à churrascaria Pantanal Grill, pois não indico o local pelo atendimento. Não sei se fui em um dia não muito bom para a casa. O jacaré foi o filé e empanado.

Para beber - Até cachaça eles têm fabricação própria na cidade, mas a bebida mais famosa mesmo é o tererê, uma espécie de chimarrão gelado. Além dessa diferença, outra está no beneficiamento da erva utilizada. No tererê, ela precisa descansar em local árido por mais ou menos oito meses para depois serem moídas. A cuia para se tomar o tererê chama-se Guampa e, geralmente, é feita de uma parte do chifre do boi e a bomba (espécie de canudinho) é feita em alumínio, aço ou mesmo ferro. Há, ainda, algumas feitas de bambu.

Meu marido que é apaixonado por chimarrão não via a hora de experimentar essa iguaria gelada. E gostou. Em vários lugares a bebida é oferecida. Porém, a primeira vez que ele provou, estávamos caminhando na praça e paramos em um barzinho para comprar água. Na mesa da calçada, havia uma garrafa com a erva e a cuia. A primeira coisa que meu marido perguntou ao dono do estabelecimento era se podia degustar. O senhor abriu um sorriso e disse: é para o meu consumo, mas pode provar! Os dois ficaram bem contentes com a situação. E meu marido gostou bem. 
Tomei uma caipirinha do mate e é boa.
Sorvete assado – Assim como em Caldas Novas/GO, em Bonito, eles também têm o sorvete assado, que você encontra no Palácio dos Sorvetes. Para ser possível levar ao forno, é feita uma cobertura de marshmallow. A maioria dos sorvetes são de frutas da região.

No quesito sorvete, um lugar bonito e também com frutas da região é o Allegra Gelato e Café. Adoro sorvete e cafeteria e este local me agradou muito. Você pode provar para escolher qual vai querer pedir. Tem os tradicionais de oreo, ninho... Mas eu fiquei com o de gravitá, uma fruta da região e o de tererê. Foi a versão da bebida que mais gostei.
Tradicional no centro, é o Taboa Restaurante. No prédio, já funcionou de tudo. Até a prefeitura da cidade. A decoração é rústica e, nas paredes, e mesas, recados e assinaturas dos clientes. Escolhemos caldos de piranha e pantaneiro. O primeiro foi meu marido que pediu. Achei bom, pois, para mim, faltava um pouco de tempero. Mas o pantaneiro estava maravilhoso. Para petiscar, pedimos a costela de pacu frita.
 
 
A maioria dos passeios que fizemos tinha almoço incluído e com comida típica. Assim, pudemos experimentar de tudo que a cidade tem a oferecer em gastronomia.

Descobri que o prato típico da região é o Sobá, um macarrão japonês. Há até uma escultura em Campo Grande. Achamos um restaurante japonês (aliás, há muitos japas em Bonito) que servia, mas o dia que reservamos para jantar lá estava fechado. Como gostamos e é bem presente a comida japonesa na cidade, fomos para outro mesmo sem servir o sobá, que foi o Sushi. Escolhemos a sequência e foi uma delícia. A comida é fresquinha e a apresentação impecável.



Localização:Bonito fica a 300 km de Campo Grande, Capital do Mato Grosso do Sul.


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*Texto e Fotos: Karina Motta

sábado, 19 de janeiro de 2019

A gastronomia pernambucana

Ao falar de comida típica de Per-nambuco, todos lembram imediatamen-te do Bolo de Rolo. Descobri lá também um doce de queijo com banana, que se chama Cartola. A tapioca e a Carne de Bode são muito comuns no nordeste e em Pernambuco não é diferente. Até buchada de bode encontrei. Caldos também são vendidos em todos os cantos e quiosques. O de sururu sempre aparece no cardápio.


E já que o turismo vivencial que o BLOG VIAGENS PELO BRASIL ama inclui experimentar a gastronomia local, lá fomos nós degustar cada delícia. A carne de bode eu já havia experimentado no Sergipe. E acabei voltando a experimentar em forma de churrasco em Pernambuco. No restaurante Bode do Nô, que almoçamos quando fomos para Olinda, tinha buchada de bode. Não resisti e tive que experimentar. Sempre tive curiosidade e sempre achei que eu iria gostar apesar de todos torcerem a cara quando se fala nessa iguaria. E realmente gostei! Também tinha filé mignon, linguiça, costela... Tudo de bode.
Galinha à cabidela é um prato típico e uma das mais famosas é no restaurante Cabidela da Natália. Uma das unidades ficava muito próximo do hotel onde nos hospedamos, mas ao vermos no cardápio cabrito assado, demos prioridade, pois nunca havíamos provado. E galinha à cabidela nada mais é que o frango ao molho pardo dos mineiros.

Na praia, o que não posso deixar de comer é camarão.

Crédito: Paulo César Ramalho

O bolo de rolo é fenomenal. Trata-se de outro Patrimônio Imaterial de Pernambuco, reconhecido como tal em 2008. Já havia experimentado. Realmente, é um crime comparar ou chamar essa iguaria de rocambole. É tão gostoso quanto, mas é totalmente diferente. São diversas camadas fininhas de pão de ló e o tombado pelo patrimônio é só o recheado de goiabada apesar de ter recheios diversos e alguns com a massa de chocolate.

Em cada esquina de Recife e de Porto de Galinhas tem essa delícia. O bolo de rolo é uma adaptação do bolo colchão de noiva, que é português. Originalmente, eles utilizavam nozes no recheio e aqui no Brasil, por terem encontrado muita goiaba, o recheio tradicional pernambucano é derivado da fruta. Eu na verdade amei essa adaptação. Como boa mineira, como não amar goiabada? Fora que nozes estão entre as pouquíssimas coisas que não como. Vai entender, prezado leitor. Odeia nozes e amou buchada de bode. Pode parecer estranho para vocês, mas para mim é natural. Adoro miúdos, comidas fortes (rabada, dobradinha, mocotó etc, etc, etc)
Outro doce muito presente entre os pernambucanos é o bolo Souza Leão, que também foi reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco, em 2008. Na correria dos passeios, acabei não provando.

Geralmente, quando saio para jantar, não peço sobremesa, mas sempre que estou viajando, sim. Em Recife, fomos conhecer o Entre Amigos e achei maravilhosa uma delícia de doce de leite. Eu, que não sou fã de doce estou ficando especialista em sobremesas.


A tapioca é outro item que não falta nem no café da manhã dos pernambucanos.  E também está em toda esquina assim como em Maceió  ou em todo nordeste. Aliás, agora com a onda de dietas sem glúten, inseriram a tapioca no café da manhã dos brasileiros para substituir o pão. Mas a origem da tapioca ou beju é pernambucana mesmo. Ela é feita da fécula extraída da mandioca (macaxeira). Em Olinda, a tapioca ganhou o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da cidade, em 2005. O título foi dado pelo Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda. 

Depois de conhecermos Caruaru, almoçamos no restaurante da Perua. Tinha carne de sol e camarão.
Jantamos em Nova Jerusalém, em uma cerimônia como se fosse a Santa Ceia. Tinha carne de bode também. 



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*Texto e fotos: Karina Motta